21 dezembro 2011

Blue Moon


CAPITULO XVII

Depois de lhe ter contado o que eu tinha visto e o que a tia Alice me tinha contado, o tio Jazz teve um ataque, e agarrou-me perguntando-me se era mesmo verdade o que se tinha passado, então eu decidi mostra-lhes, tudo…

Tio Jazz mal acabei de lhes mostrar, saiu. Mais uma vez compreendo. Estava a amanhecer, por isso não valia a pena ir me deitar, fui para o quarto, tranquei a parte guardei o diário, e fui tomar banho. Fechei os olhos enquanto a água quente escorria pelo meu corpo, lentamente fui pegar no shampo, Au! Bati com a cabeça na parede da casa de banho. Af…Encostei a cabeça á parede e fechei os olhos, depois, lentamente sentei-me encostada á parede. Pensei no estado em que estava a Alice…tudo por minha causa, eu juro pela minha vida que vou compensar toda a gente por isto…


Levantei-me, sequei-me e fui-me vestir, abri o guarda-roupa, e peguei num vestido roxo, lindo, a Alice tinha me o dado como prenda de anos, mas eu nunca o tinha usado… Peguei nele e vesti-o.

Calcei-me e saí do quarto, deparei-me com a porta onde estavam os gémeos, aberta, espreitei e vi lá a minha família, entrei. Eles não poderiam estar a acordar pois não?

- O que se passa? – Perguntei baixinho. O meu pai fez me sinal para escutar e eu assim o fiz. O coração deles que durante a transformação luta para não parar, estava agora fraco, e praticamente parado, não devia de ser só amanha? Mandei os pensamentos para todos que estavam na sala.

Quem respondeu foi Jake:

- Depende, com a tua mãe também não chegaram a três dias, é quase como quanto mais perto da morte estiver o corpo, mais depressa a transformação ocorre.

- Okay, fixe. – Murmurei mas sei que todos ouviram. O coração deles parou, o meu pai queria que eu saísse mas, eu queria ficar, e fiquei, só que, com o Jacob parcialmente á minha frente, e como ele é um gigantone, eu aposto que eles não me iam conseguir ver.

Abriram os olhos, aquele olhar vermelho vivo… Calmamente como se já tivessem sido vampiros, levantaram-se olharam um para o outro, e sorriram.

- Obrigado – Disseram ao mesmo tempo, depois como costume, olharam um par o outro e riram.

- Fico feliz por já ter acabado, e por estarem bem, foi uma grande susto quando o Alec vos trouxe á beira da morte – Falou o avô. O Alec estava a um canto da sala encostado á parede. Os gémeos olharam para ele:

- Obrigado, vou ficar para sempre agradecido por teres salvo a nossa vida. – Ian

- Eu também agradeço – Disse Tania. E depois continuou – Hum…Eu e o meu irmão estamos a morrer de sede, será que podemos ir caçar?

- Claro. – Adiantei-me a todos. – Eu própria irei com vocês, mas primeiro têm de se ver ao espelho! – Ao sair para ir buscar um espelho, ouvi o meu pai murmurar:

- Igualzinha a Alice. – Mas não me importei, corri até ao meu quarto peguei no espelho grande que estava encostado á parede da casa de banho (Sim eu tenho uma casa de banho no meu quarto), peguei nele ainda em corrida e voltei rapidamente para o outro quarto.

- Aqui está. Coloquei-o á frente deles. – Enquanto eles se via ao espelho pude analisá-los. Bem a minha família era bela mas eles estavam de matar um humano com tamanha beleza, os cabelos da Tania estavam lindamente cacheados, ainda mais que os meus, as madeixas ainda estavam á, o cabelo dela tinha crescido muito e agora dava-lhe quase pela cintura, já o do Ian manteve-se intacto em termos de comprimento, mas estava igualmente muito cacheado.

A única coisa que eles perderam que eu tenho pena é os olhos, que era de um verde tão bonito…que fazia os olhos azuis ficarem com medo de aparecerem.

- Bem gostaram? Estão muito bonitos, mas têm de ir caçar, vamos? – Perguntei e mandei uma mensagem ao mesmo tempo para todos excepto os gémeos: ´´ Quem quiser vir que venha mas não me impeçam de ir, já sou crescidinha ´´  Depois em voz alta perguntei – Quem vai vir?

- Eu e a tua mãe. – Respondeu o meu pai.

- Okay, vamos.

E assim fomos até á floresta mais afastada dos trilhos e da cidade, eu certifiquei-me que não havia humanos perto. Sentei-me numa árvore a ouvir o meu pai e a minha mãe a explicarem aos gémeos o que deviam fazer primeiro. Eu apenas queria vir. Sair um pouco de casa e talvez caçar.

Enquanto o meu pai os seguia, a minha mãe sentou-se á minha beira e para brincar com ela falei:

- Eles ganharam-te mãe. Têm melhor auto-controle. Mãe? Se eu sou meio bruxa é pela tua parte então tu também devias de ser.

- Isso ia ser muito areia para a minha camioneta. – Depois riu-se. – Vai caçar. – Disse seriamente, e depois levantou-se e foi caçar com o meu pai. Deixaram-me sozinha, a minha mãe às vezes parecia mais telepata que o meu pai. Levantei-me e cacei, de seguida observei os gémeos. Eles caçavam e brincavam ao mesmo tempo, pareciam duas crianças. Eu tinha que falar com eles, assim que eles acabassem de caçar claro…

Nem com o tio Emmett vi uma caçada assim, como eu disse, autenticas crianças, ei agora até me senti uma velha. 

Finalmente deram pela minha presença e param.

- Hum… Foram muito caras as roupas? – Perguntou Tânia. Que tinha o seu vestido preto praticamente ás tiras.

- Não te preocupes com isso, a roupa usasse e manda-se para o lixo. – E dei-lhe um sorriso.

- Okay na boua…Os teus pais?

- Foram caçar acho eu… Ou então foram para casa… Já acabaram?

- Sim – Responderam ao mesmo tempo, e mais uma vez começaram a rir-se.

- Vocês fazem sempre isso? – Perguntei encostando-me a uma arvore de braços cruzados (hábito do meu pai, do Alec e do Jacob).

- Sim. – Falaram em uníssono

- Ta bem. Então…

- Fala de uma vez – Disse Ian, mas não de maneira a assustar-me, fez como se fosse um puto, que não queria esperar, simplesmente.

- Tipo eu precisava de fazer algumas perguntas, se não se importassem de responder, claro.

- Se soubermos respondemos. – Falou Tania sentando-se no chão, parecia uma criança com um corpo de adulta.

- Não vos incomoda o meu cheiro pois não? – Perguntei receosa antes de me ir sentar á beira deles.

- Não – Respondeu Ian, ao mesmo tempo que se sentava ao lado da irmã, e de seguida prosseguir – Sinceramente os ursos que matamos cheiram melhor que tu, sem ofensa. – Não me ofendi de todo – Sorri e fui me sentar á frente deles. – Vocês são bruxos certo?

- Sim – Desta vez não se riram estavam muito sérios. – O que tem?

- É que tipo, o Alec, diz que eu também sou, e que os Volturi me querem por isso mas, eu não acerto em nada!

- Isso é por duas coisas – Começou Tania.

- Por não acreditares em ti. – Continuou Ian.

- E por ainda não teres entrado em contacto com o teu poder interior. – Completou Tânia.

- Ajudam-me? Eu quero mesmo muito conseguir proteger aqueles que eu amo.

- Claro mas vai ser duro, vais ficar esgotada, vais querer desistir. Mas se aceitares não há como voltar atrás. – Falou Tania.

- Por isso te perguntamos… - Começou Ian

- Estamos pronta para aceitar o teu destino, e entrar nesta jornada? – Acabaram a frase os dois ao mesmo tempo. Foi sinistro, a minha pele ficou arrepiada. Mas eu sei o que tenho de fazer…

- Eu aceito, e vou fazer tudo o que vocês me mandarem, e não vou desistir. – Disse com muita convicção.

- Bem vamos treinar? – Perguntaram.

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