03 março 2013

Live without Life


Capitulo XXV

Tania POV

Abri os olhos e vi o lindo preto dos olhos da minha mãe.
- Mãe? - Sussurrei esfregando os olhos.

Sorri ao perceber que ela era real, mas como?
- Mãe! - Tentei abraça-la mas algo prendia os meus pulsos.
- Shh... - Falou e desapareceu.

- Precisa da mamã? - Ouvi uma voz e levantei os olhos.
Uma rapariga de cabelos pretos curtos estava a minha frente com um sorriso cínico.
Quando não respondi ela deu-me um chuto na lateral do meu corpo. Nenhum barulho saiu dos meus lábios.

Olhei bem para as feições dela, eu conheço-a.

- Anastácia? - A minha voz saiu rouca.
A um canto distingui figura magra e baixa da minha mãe, que fez sinal para que ficasse em silêncio.

- Olá Taninha. – Cuspiu.

- Que se passa? – Perguntei.

Tentei soltar as minhas mãos do que as prendia, e eu grito escapou da minha mente. Senti a pele dos meus pulsos arder numa dor agonizante.

- Solta-me! – Ordenei.

Ela voltou a rir-se e agachou-se a minha frente.

- Nós vamos divertir-nos um bocado antes de tudo acabar. – Falou e deu-me um estalo.

Involuntariamente rosnei-lhe e forcei mais os meus pulsos a soltarem-se. Ela levantou-se e saiu a rir-se.

Olhei para o sítio onde a minha mãe estava antes, mas ela já não estava. Virei os olhos para frente assustando-me ao vê-la mesmo a minha frente.

 - Mãe? – Voltei a perguntar.

- Olá pequena. – Sussurrou a voz dela. - Estás tão crescida.
- Estás viva?!
O riso baixo dela chegou-me aos ouvidos.
- Não, pequena.
- Então como?
- Eu sou um espirito princesa.
- E só apareces agora? - Perguntei chateada.
- Nós estivemos sempre presentes, mas tinhamos de vos deixar seguir vida, não era justo ficarem presos a fantasmas.

- Nós? O pai também está aí? – Perguntei.

A dor no meu peito atenuou um pouco ao ver a minha mãe, mas não desapareceu por completo.

- Ele está com o Ian. – Ela tentou tocar-me na face, mas a sua mão trespassou-me. – Consigo sentir a tua dor, filha.

- As coisas estão complicadas. – Admiti.

Ouvi passos aproximarem-se da porta.

- Chama o Ian. – Pediu a minha mãe voltando a desaparecer.

Eu- "IAN, AJUDA-ME! EU FUI RAPTADA PELA ANASTACIA"
A porta abriu-se violentamente e de la entrou aquela mulher de cabelos curtos.
- És forte, conseguiste levar algumas palavras da tua mensagem ao teu irmão. Mas estas fraca.
Ela chutou-me o pé com força.

- Não repitas a gracinha. - Avisou.
Ela tinha razão, eu estava fraca, por isso o pontapé dela doeu, pouco, mas doeu, não me queixei.

- Porque é que estás a fazer isto? – Perguntei. – Nós já fomos amigas.

- Pois fomos, até que o Ian me abandonou. Primeiro eu ia-me vingar dele, matando-te.

Neste momento, não seria a pior coisa a acontecer-me.

- Mas depois conheci o Alec, vi-te com ele, observei-vos. E decidi que ele vai ser meu.

- Parece que não sabes de tudo. – Disse ironicamente. – Já não sou eu que ele quer.

- Oh, eu sei tudo sobre a cantante dele. Não te preocupes, também estou a tratar dela.

Senti-me um monstro ao sentir uma espécie de alegria com as palavras dela, mas não podia evitar ela roubou-me a alegria, a minha vida.

Ouviu-se o barulho de uma porta ser aberta e fechada com força.

- Que bom. Chegou um dos nossos amigos. – Falou e saiu.

A minha mãe voltou a aparecer a minha frente como num flash, de uma maneira bastante assustadora.

- Isso é bastante assustador, mãe. – Falei.

Mesmo que tudo estivesse errado, eu pudesse morrer a qualquer segundo, não estava com as minhas filhas e a minha vida não me queria mais, sentia-me contente por estar na presença da minha mãe, mesmo que ela fosse um fantasma.

Estava tão contente, que ao olhar para a figura dela á minha frente esquecia a dor atormentante do meu corpo.

- O teu pai está a tentar conduzir o Ian aqui.

- Isto é demasiado perigoso para ele aparecer. Ela está doida.

- Achas que te vamos deixar ser morta ou torturada por ela?

- Solta-me tu, usa os poderes, e eu posso fugir! – Era uma ideia brilhante, como não me ocorreu antes? – Sou vampira, posso passar por ela sem que me veja.

- Princesa, quando morri deixei de ter os meus poderes. Não te posso ajudar. – Lamentou-se.

De repente apareceu o meu pai a nossa beira.

- É escusado ele não me consegue ver! – Falou frustrado. – Está demasiado deprimido para se concentrar nem que seja um pouco.

Deprimido, aquela palavra foi como uma faca no meu peito maltratado. Ele olhou para mim com os seus olhos verdes e feições gentis.

- Olá rebelde. – Usou a alcunha que me deu quando eu tinha apenas 3 anos e um cabelo que era como uma juba.

- Olá papa.

- Não se preocupem, ao mesmo tempo que o Ian recebeu a tua curta mensagem, o vampiro…como é que ele se chama…a sim! Alec! O Alec ‘’acordou’’ da sua pequena bolha e viu-te, viu tudo o que aconteceu.

Senti o meu coração cair ao chão, partindo-se como se fosse de vidro. ‘’A sua pequena bolha’’, devia estar uma bolha de amor com a sua nova parceira.

- Será que eles vão demorar muito? – Perguntou a minha mãe.

- Muito mais do que se eu conseguisse que o Ian me visse. – Resmungou o meu pai.

- Eu sei, mas infelizmente, não há muito que possamos fazer. – Lamentou a minha mãe.

O meu pai ajoelhou-se á minha frente e tentou-me acariciar a face.

- Sinto a tua tristeza, rebelde. Fica a saber que se estivesse vivo, o matava.

No olhar dele vi raiva e tristeza.

- Fico feliz por vos puder ver novamente. – Falei.

Ambos sorriram e a minha mãe juntou-se ao meu pai, ajoelhando-se a minha frente.

- Só tenho pena que não sejam nas melhores circunstâncias.

A porta abriu-se e eles desapareceram como sempre, deixando-me sozinha com um cheiro já meu conhecido, oh merda!

- Olá Tania. – Falou a voz.
*************************************
Se comentarem posto ainda esta semana um novo ^^
E peço desculpa pela demora e o tédio que tem passado no blog, mas final do periodo cheias de testes :S

1 comentário:

O mais simples dos comentários, dá força á autora para continuar a historia por mais um capitulo e com cada vez mais entusiasmo.
Só demora 1 minuto (e não faz o dedinho cair!) e alegra o nosso lindo e fraco coração = ) Se leu comente!
#Os insultos serão imediatemente eliminados#