10 março 2013

Live without Life


Capitulo XXVI

Alec POV

Tinha de a salvar, eu tinha de a pôr em segurança perto das nossas filhas…Tinha.

Corri mais rapidamente, tentando acompanhar o Ian que era mais veloz que eu. Tinha vindo de pentra porque após dias de buscas, sabíamos finalmente o lugar.

- Pará! – Sussurrou, no segundo em que algo voa na minha direção.

- Estão enfeitiçadas, podiam-te matar, e por mais que o deseje não o faria a Jane.

- Obrigado. – Agradeci.

Ele encolheu os ombros e girou a maçaneta da porta, não estava ninguém. Corremos rapidamente em direção ao cheiro da Tania.

Fechei os olhos com aquela visão, encharcada em sangue, ela tinha os pulsos presos acima da sua cabeça, e estava com bastante ausência de roupa.

O meu coração ardeu, assim que ambos voltamos a ter plena consciência, corremos para libertá-la.

- Ah. – Resmunguei quando toquei nas algemas que a prendia.

- Eu faço. – Resmungou.

Com facilidade tirou aquilo dos belos pulsos dela, que começaram a cicatrizar, retirei rapidamente a minha camisa e passei-lhe carinhosamente pelos braços.

O Ian pegou no casaco dele e colocou-lhe por cima da camisa. Peguei nela com cuidado, e o Ian ia tirá-la dos meus braços, quando eu disse:

- Precisamos de ti para cuidar das armadilhas.

Não havia como bater a minha lógica, apertei-a contra o meu peito sentindo-me novamente completo. Ela remexeu-se nos meus braços e abriu olhos, encarando-me por segundos.

Os olhos dela, estavam verdes tingidos de vermelho, mas como? Antes que mais alguma coisa acontecesse ela empurrou-me saindo do meu colo.

- Larga-me! – Rosnou.

Aquelas palavras magoaram-me mais que tudo.

Tania POV

Acordei com uns braços em meu redor, abri os olhos rapidamente, encarando os olhos pretos da última pessoa que desejaria ver.

- Larga-me. – Disse livrando-me dos braços do Alec.

- Mana! – O Ian abraçou-me fortemente, e eu retribuí. – Vamos sair daqui.

Assenti largando-o, a porta abriu-se e eles puseram-se á minha frente numa posição de ataque, de lá entrou o Ricardo.

- O que é que este faz aqui? – Resmungou o Alec.

Uma fúria cresceu em mim e senti a minha cara arder, os meus caninos cresceram.

- Tu! – Rosnei. – Saiam da frente, não vos quero magoar.

Antes que ele desse mais um passo, eu estava a frente dele. Agarrei-lhe a cara puxando-a violentamente para o lado, e cravei os meus dentes no pescoço dele.

Ainda com ele vivo decidi torturá-lo, um pouco antes de acabar com ele. Com sangue a escorrer-me pela boca, agarrei-lhe a parte intimida e puxei-a, o grito dele ecoou alto nos meus ouvidos, senti que aquilo já não mais lhe pertencia ao corpo.

- T-t-t-a-a-n-n-n-i-i-i-a-a – Gaguejou.

Cravei as unhas nos braços deles e rasguei-os, desferi um soco ao rosto dele e antes que o perdesse, espetei os dedos nos seus olhos. No fim, como num ato de misericórdia, parti-lhe o pescoço.

Voltei a mim, e olhei o corpo sem vida e em sangue dele.

- Oh deuses. – Sussurrei.

Virei-me para eles, de olhos arregalados e a boca cheia de sangue, eu tremia. O que fora fazer?

O Ian abraçou-me fortemente.

- Pronto, ele merecia.

- Eu sou um monstro! – Gritei, agarrando a camisola dela.

- Ele merecia. – Sussurrou. – Mana, olha para mim. – Olhei-o, encarando um olhar assustado, voltei a esconder o rosto. – Vai tudo ficar bem, eu prometo.

Senti o meu rosto voltar ao normal e endireitei-me.

- Temos de sair daqui. – Limpei a minha boca a manga da camisa que tinha vestida.

Olhei para o Alec que não trajava nenhuma camisola, e senti, pela primeira vez o cheiro nele na roupa, o que me causou um certo desconforto.

Tentando esquecer o que acabara de fazer, dirigi-me á porta e de repente, estava do outro lado com algo a prender-me.

- Olá Ian. – Disse a Anastácia.

- Anastácia? – Sussurrou. – Larga a minha irmã. – Pediu.

- Shh… - Ordenou. – Agora vamos falar com o Alec.

Estremeci e ao meu lado, presa pela outra mão dela estava Ela, a rapariga que mais odeio no mundo, presa e com uns olhos assustados.

- Bom Alec, quem vai ser? Hum? – Perguntou com um olhar desafiador.

- Não lhe faças mal! – Pediu o Ian, olhando para mim.

- Não e disse para falares! – Gritou.

Olhei para o Alec, que tinha o olhar cravado nela.

- Quem salvas? A Tania o amor da tua vida, ou a tua cantante, o tua mais recente paixão?

Fechei os olhos á espera que a morte viesse, não havia dúvida que ele a iria escolher, ela amava-a, não correria o risco de a perder.

- Liberta as duas. – Pediu.

- Tania ou Candice? O tempo está a passar.

Respirei fundo, estava preparada para a receber, não a receava, pois viver era complicado e doloroso demais.

- Eu salvo a Tania. – As palavras dele chegaram-se como facas.

Porque é que ele me salva quando ama a outra.

- Como quiseres. – Falou e soltou-me.

Olhei para o lado, tudo aconteceu muito rápido. Ouviu-se um grito estridente da humana e um:

- NÃO! – Do Alec.

E o pescoço da humana partiu-se, a Anastácia, desapareceu. Ele caiu ao lado de joelhos no chão, e um soluço saiu-lhe do peito.

- Desculpa. – Pedi-lhe, mas não consegui tocar-lhe ou dar-lhe conforto. – Obrigado.

Ele levantou-se e tentou olhar-me nos olhos, mas eu desviei o olhar.

- Precisas de descanso, vamos mana. – Disse o Ian, agarrando-me a mão.

Andamos os três, rapidamente, até lá fora.

- Preciso de roupa, e de um banho, não posso aparecer á frente das minhas filhas neste estado. - Falei

- Pudemos nos transportar para alguma casa abandonada.

As lágrimas vieram-me aos olhos.

- Vais ter de nos levar aos três, eu perdi-os, Ian. Não tenho mais poderes.

- Oh meu deus. – Sussurrou, depois recompôs-se. – Vamos lidar com uma coisa de cada vez.

Assenti e ele levou-nos para um quarto de um sítio qualquer.

- Arranjas-me roupa? – Pedi.

- Não te preocupes. Vai tomar um bom banho para voltarmos para casa.

Ele beijou-me a testa e eu entrei na casa de banho. Liguei a água e desfiz-me da camisa e do casaco.

Entrei para debaixo da água e deixei a água correr pelo meu corpo, com esperança que levasse todo aquele pesadelo embora.

No meio do turbilhão que estava a minha mente eu percebi, aquilo não era o fim, era o início. Ela ainda nos iria fazer sofrer muito mais, eu precisava de proteger a minha família, as minhas filhas!

Rapidamente, tirei todos os vestígios de sangue do meu corpo, e sujidade do meu cabelo. Saí da banheira e observei-me no espelho.

Observei o meu corpo, cheio de pequenas feridas que estavam a cicatrizar. Subi o olhar para o meu rosto e as minhas pernas fraquejaram, fazendo-me cair no chão.

Os meus olhos, os meus olhos verdes estavam agora avermelhados! Tapei a boca para abafar o grito que ameaçava sair da minha garganta.

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