23 março 2013

Live without Life


Capitulo XXVIII

Tania POV

- Mãe! – Gritaram as minhas meninas.

Eu abracei-as, tirando-as do chão.

- Então princesas? Já comeram?

- Sim! A avó Esme fez-nos a comida. – Sorri-lhes e deixei-as ir para o chão.

Como sempre elas correram para ir brincar, desta vez com a Rosalie que estava sentado no chão com o Emmett e estavam rodeados de bonecos.

Uns braços quentes rodearam-me e recebi um beijo na bochecha.

- Ainda bem que voltaste, Tania. – Falou o Seth.

Embora tenha estranhado sorri-lhe.

- Cuidaste das minhas filhas?

- O que elas precisavam mesmo, era de ti.

- Eu sei, e agora que estou aqui, não volto a partir.

Ele piscou-me o olho e foi para a beira delas. Encostei-me á parede á espera que o Ian aparecesse, precisávamos de falar.

Ele entrou pela porta a rir-se com o Edward, e eu tive de sorrir. Ao lado deles, vinha a Jane na conversa com a Bella.

Depois ele viu-me despediu-se do Edward e veio ter comigo, abraçando-me. Rodeei-o com os meus braços, sentindo a familiaridade do seu abraço.

- Isso é tudo saudades? – Brinquei.

- Também. – Respondeu. – Tive muito medo de te perder mana. – Sussurrou ao meu ouvido.

- Acho que precisamos de falar, mano.

- Tens razão. – Disse e puxou-me pela mão para a floresta.

Engraçado como é sempre o nosso lugar de eleição para falar sem ninguém nos ouvir. Puxei-nos no sentido oposto aquele que tinha deixado o Alec, não queria correr o risco de me cruzar com ele.

 Quando paramos eu segurei-lhe as mãos, olhando-o nos olhos.

- Ian, a falar muito a serio, viste alguém quando eu estive fora?

- Alguém…como assim?

Respirei fundo.

- É melhor sentares-te.

Assim o fez e eu sentei-me em cima dos meus joelhos, olhando seriamente.

- Enquanto eu estive presa naquela, digamos cela, eu tive uma companhia especial. Ian, eu vi-os pais!

Ele sorriu-me e abraçou-me.

- Eu também vi, o pai. – Disse. – Foi ele que me mostrou onde estavas.

Lembrava-me vagamente de ter ouvido algo sobre isso.

- Viste-o depois disso?

- Não. – Falou triste.

- Aposto que eles estão aí algures, a observar-nos.

Afastei-me dele e ele voltou a ficar serio.

- Mana, tens a certeza que, já não tens poderes?

- Tentei usá-los para me soltar, não sei como mas ela conseguiu tirarmos.

- Isso não pode ser possível. – Abanou a cabeça. – Tenho a certeza que ela apenas te bloqueou. Apenas temos de descobrir a barreira e a destruir.

- Ian, não sei se vale a pena.

Ele pegou-me no rosto, obrigando-me a fintá-lo.

- Claro que vale a pena. Tania Alexander Salvatore, nunca pensei que fosses uma desistente! Onde está o espirito de guerreiro da minha irmã?

- Não sei, talvez o tenha perdido…

- Não digas isso! Como estás? – Perguntou observando o meu rosto.

- Tirando que ainda não sei todas as respostas? Estou bem.

- Não me referia fisicamente. – Aponto para o meu peito. – O coração mana.

- Praticamente corado. – Ele olhou-me desconfiado. – Juro! A minha única ligação a ele são as nossas filhas.

- Ainda bem que abriste os olhos. – Falou.

- Podemos mudar de assunto? – Pedi.

- Claro, vamos a um treino mana?

- Mesmo que eu diga que não, vais-me obrigar não é? Então vamos.

Levantei-me.

- O que vamos fazer? – Questionei.

- Consegues senti-los, os elementos?

-Toda a minha ligação a eles desapareceu, mesmo com Ar!

Começamos uma serie de exercícios, completamente improvisados com o intuito de despertar algo em mim. Não havia nada, não surgia qualquer sinal das minhas antigas afinidades, nem mesmo com o Ar, aquele com que mais eu contara e mais ligada estava.

Caí exausta no chão.

- Desiste, já não dá! Terminou! Não há volta a dar.

- Tem de haver!

- Desiste mano. Se um dia eles voltarem, é bom, se não voltarem, irei aprender a viver sem eles.

Ele estendeu-me a mão para que me levantasse.

- Eu preciso de caçar, mano. Esperas?

- Força. – Falou.

Ouvi ao longe, um bando de alces e corri para lá. Saltei para cima de uma árvore, observando no silêncio.

Senti a minha cara arder e os meus caninos ficaram maiores. Fleti as pernas e saltei por cima das pedra caindo em cima de um deles.

Enterrei a cabeça no seu pescoço, quando acabei com o animal senti-me mal. A minha cabeça rodou.

Levantei-me e corri para os arbustos, debrucei-me e todo o sangue que tinha ingerido voltou á minha boca.

- Prontos. Shh…Calma. – Sussurrou o Ian agarrando-me no cabelo.

Ergui-me e limpei a boca á manga da minha camisola, olhei aterrada para o Ian.

- Eu…eu…vomitei…sangue.

- Calma, eu estou aqui. – Ele abraçou-me e beijou-me a cabeça.

- Estou a rejeitar sangue, Ian! – Ergui a cabeça. – E se eu não conseguir beber sangue de animal, nunca mais?

- Arranjamos uma solução. Não te preocupes. – Encostei a cabeça ao peito dele. – Amanhã, voltamos a tentar, talvez só tenhas de te habituar novamente.

Ficamos mais um pouco assim.

- Estás preparada para voltar para casa? – Perguntou?

- Sim, acho que sim. – Falei.

Endireitei a coluna e afastei-me dele.

Caminhamos para casa, estanquei a meio caminho. Ouvia um coração bater lentamente, sangue quente, a correr velozmente pelas veias.

Várias figuras surgiram na porta.

- Foi bom ver-te, pai. – Disse a Bella.

- Tens que passar mais vezes, avô. – Dizia a Nessie.

Ao lado delas uma figura de cabelos grisalhos erguia-se, parecia já estar nos seus 50 anos.

A minha cara começou a arder e os meus caninos logo alongaram, antes que pudesse pensar, corria em direção ao desconhecido.

- Tania! – Ouvi alguém gritar.

- Nem penses!

A Nessie estendeu a mão e eu voei na direção contrária, no mesmo momento que eu caía, as minhas filhas apareceram á porta

- Não magoes a minha mãe! – Gritou a Alex e a Nessie caiu no chão.

- Ah! – Gritou ela, contorcendo-se.

- Alex! – Vi a Jane, tirar a minha filha do transe.

A Nessie parou de se contorcer e levantou-se com a ajuda do Jacob.

- Parece que já não és a única a poder torturar as pessoas. – Comentou a Bella, ainda á frente do pai.

Ergui-me e a Nessie preparou-se para me fazer voar outra vez.

- Desculpem! – Gritei e senti a minha cara voltar ao normal.

Observei a cena por segundos, o Ian estático no mesmo sítio, a Nessie ao lado do Jake, a Jane com as minhas filhas ao colo, a Alex com uma cara um pouco aterrorizada, a Kika com um pouco de inveja e a Bella em posição defensiva.

Corri para o lado das minhas filhas, abraçando a Alex.

- Pronto pequenina, eu sei que isto deve ser novo mas é normal. – Beijei-lhe o topo da cabeça, beijando de seguida a testa da Kika.

- Desculpa Bella. – Pedi envergonhada. – Não sei o que me deu, e obrigado Nessie.

Ela assentiu e a Bella deixou a posição defensiva, voltando a conversar com o pai. Disse-lhe qualquer coisa como: ‘’não precisas de saber’’.

O Ian apareceu ao nosso lado, ainda com um ar um pouco perturbado mas já mais normal.

- Vamos para dentro? Acho que as surpresas ainda não terminaram. – Falei.
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Que surpresa nao? Ainda nao terminaram...>-<

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Só demora 1 minuto (e não faz o dedinho cair!) e alegra o nosso lindo e fraco coração = ) Se leu comente!
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