31 março 2013

Once Upon a Time



Capitulo 3
- O Deusa! – Exclamou a Rosalie.
- O que foste fazer Bells? – Perguntou a Alice.
- Pu-los a merecer o que comem.
-Rose ajuda-me aqui. - Disse a Alice mas a Rose nem sabia o que pensar ela continuava calada e de boca aberta.
- Podes ir fazer outra coisa. - Falei. - Não és preciso aqui.
Eu fiquei a observa-lo andar pelo corredores, fechei a porta.
- Ele é um gato. - Falou a Rose por fim
- Ei tino na língua menina. - Falei com um olhar ameaçador.
- É verdade! - Defendeu-se.
- Pensei que gostasses mais do Emmett. - Comentei.
- E gosto.
- Eles são todos grandes gatos. - Comentou a Lice.
- Mas não o para o teu bico. São nossos inimigos
Sentei-me a beira delas.
- Mas sabes, eu vi uma química entre ti e os cabelos de cobre. - Disse a Lice com um sorriso maroto.
- Eu com o Edward? Nos maiores sonhos dele e nos meus piores pesadelos, ele, é o inimigo isso nunca irá acontecer. - E acrescentei para mim mesma, acho eu.
- Nunca digas nunca Bells. - Disse a Rose sorrindo.
- Sim, sim. - Resmunguei.
- Temos uma péssima notícia para ti. - Falou a Alice com cautela.
- O que? - Perguntei desconfiada.
- O príncipe Mike vem visitar-nos, ele espera conseguir a tua mão. - Anunciou com uma careta.
- Aquele tolo? Outra vez? Porcaria!
- Mas que tem, ele até nem é assim tão feio quanto isso.
- Rose se ele não conseguiu das últimas 30 vezes também, não vai conseguir agora.
Suspirei.
- Ele só quer a coroa. - Resmunguei.
- Nós ajudamos-te Bells.
- Mas se o sentimento for mútuo não vamos precisar de fazer nada.
Levantei-me para por fim aquela conversa.
- Vou tratar de alguns assuntos. Quando vai ser a festa?
- Estamos com tudo pronto dentro de 2 meses. – Falou a Alice.
Assenti.
- Mais uma coisa. – Falei antes de sair. – Saiam do meu quarto. – Disse com um sorriso na cara.
Saí e dirigi-me aos jardins do castelo era aí que me sentia calma, e tomava algumas das minhas decisões, sentei-me num dos bancos que lá havia e comecei a olhar a roseira que tinha plantado com a minha mãe, quando era pequena.
Senti saudades desse tempo, a minha única preocupação era quem ia chatear. Agora tenho um reino para cuidar.
Tinha de agir sabia que a corte não ia gostar muito da ideia de haver rainha e não haver um rei.
Nem morta ia casar com um daqueles príncipes nojentos, apesar de haver rei o reino é meu, e nenhum príncipe de meia classe ia governar Trulov.
Se algum dia eu chegasse a casar seria com um príncipe que soubesse vestir uma armadura ou seja que fosse humilde e tivesse caráter mas até agora o único que conheci com essas características é um inimigo, e sei que ele nunca olharia para mim ele já deve de estar comprometido.
Abanei a cabeça, eu ia fazer história. Seria a primeira princesa a ser coroada que não era casada e não vou ser casada.
- Princesa! - Virei-me para fulminar quem vinha na minha direção, era o general.
- Sim?
- Desculpe a pergunta, mas tem a certeza quanto aos prisioneiros?
- Mas é claro que tenho, general, acha que tomei a decisão errada?
- Não princesa, claro que não. - Arrependeu-se imediatamente.
-Ótimo. Agora podes ir.
Ele saiu rapidamente, suspirei, olhei mais uns momentos para o céu e levantei-me indo para dentro.
Andava pelos corredores a olhar para os vários quadros pendurados nas paredes e parei em frente do quadro onde estavam uma rainha e as suas três filhas sorridentes.
Eu nunca teria uma fotografia assim, sorridente com pequenas filhas a rodear-me. Porque é que agora, mesmo neste momento com tantos problemas e que estes pensamentos têm que vir a minha cabeça.
Eu sei que nem a corte nem o clero vão aceitar o facto de eu não dar herdeiros mas, eu não tenho marido e se depender de mim, provavelmente irei morrer sozinha.
As minhas irmãs podem dar herdeiros, eu não preciso disso. Voltei a andar sem saber muito bem onde ir.
Começava a sentir um ratinho na minha barriga então, fui até à cozinha para comer uma peça de fruta. Cheguei lá e deparei-me com algo que só me deu vontade de me deitar no chão a rebolar e chorar de tanto rir.
O Emmett de joelhos no chão a esfregar o chão da cozinha, apertei os lábios para não rir, mas depois entra a Alice e desmancha-se a rir.
- Alice. - Repreendi-a batendo-lhe no braço mas eu também estava com um sorriso no rosto.
- Tem graça. – Resmungou.
Ele levantou-se rapidamente com as bochechas levemente coradas.
- Não reparei que estava aqui alguém. – Com alguma dificuldade fez uma pequena reverência.
- Desculpa a minha irmã, ela às vezes consegue ser insensível. - Mas eu não conseguia parar de sorrir.
Peguei numa peça de fruta qualquer e sai da cozinha.
Fui ter o comandante precisávamos de discutir uns assuntos.
Encontrei-o pelo caminho que sorte.
- Precisamos de falar sobre uns assuntos.
Ele seguiu-me até a uma sala cheia de mapas.
Sentei-me numa cadeira olhando para os mapas do castelo.
- Temos de reforçar a guarda nas entradas do palácio, eles vão tentar reaver os príncipes.
- Sim, mas vossa majestade, como é que o vamos fazer o exército ficou reduzido por causa da batalha.
Ficamos a discutir estratégias durante o resto da tarde toda, mas acabamos por chegar a um acordo.
- Muito bem agora podeis ir.
Fui até à sala de jantar para ir comer com as minhas irmãs.
Sentei-me na cadeira do centro da mesa e esperei que servissem o jantar
As minhas irmãs chegaram à sala e com uns sorrisos.
- Alice, contaste-lhe?
- O que? - Perguntou a Rose.
- Achas que lhe ia contar uma coisa dessas? - Perguntou a Alice toda revoltada.
- E também porque, razão é que não lhe, contas-te?
- Não discutam! - Repreendeu a Rosalie.
Assim elas sentaram-se e os empregados chegaram com a comida mas porque alma tem sempre de vir montes de comida?
Nos comemos em silêncio, como sempre acontecia.
Acabamos de comer pelo menos aquilo que conseguimos sobrou imensa comida.
Levantei-me.
- Não saiam do castelo, sozinhas. - Pedi.
- Claro, claro. - Responderam.
Dirigi-me ao meu quarto onde normalmente já teria o meu banho preparado.
Entrei e quando me ia preparar para tomar o meu banho quentinho batem à porta.
- Desculpe, vossa majestade, mas o conselheiro pediu-me para relembrar-lhe de que o príncipe Mike, chega dentro de dois dias.
- Obrigada Edward, podes dizer-lhe que eu já sei. - Falei-lhe com um sorriso.
- Sim vossa alteza, tenha uma boa noite.
- Obrigada e igualmente para ti e para os teus irmãos.
Entrei finalmente para o meu banho.
Depois de um bom banho deitei-me na cama a dar voltas e voltas ate adormecer e sonhar com um par de olhos verdes.
Acordei com um sorriso por ter sonhado com ele mas esta não sou eu.
Abanei a cabeça e preparei-me como sempre fazia.
A minha cintura amarrei a espada e sai do quarto.
Fui em direção para a mesa onde já lá estavam as minhas irmãs ainda com um ar sonolento e quase a baterem com as cabeças na mesa, não consegui conter e comecei a rir.
Bati com a mão na mesa e elas levantaram-se sobressaltadas.
- As princesas não dormem a mesa. – Repreendi com um leve sorriso nos lábios.
- Ficamos um bom pedaço da noite com preparativos da tua festa, não nos podes culpar. – Falou a Alice.
Os empregados entraram com a comida, mais uma vez exagerada, e serviram-nos.
- Tem tanto tempo para preparar isso… - Resmunguei.
- Pois mas quando mais cedo melhor. - Respondeu a Alice.
- Bells só por acaso, como vais receber o príncipe Mike? - Perguntou a Rose.
A Alice pousou o garfo e olhou para mim à espera da minha resposta.
- Como? Como sempre o recebi, com um sorriso nos lábios e uma espada á cintura. – Brindei-as com o meu sorriso.
Elas sorriram e continuamos a comer. A minha mente vagueou para aquele ser repugnante. Fisicamente, ele devia ser o suposto ser bonito, cabelos loiros e olhos azuis, mas a mim, não me atraía a aparência física dele, e muito menos a personalidade dele.
Acabamos de comer tudo o que conseguimos como sempre e fomos para os estábulos.
- Eu vou dar uma volta pelo reino ver se está tudo no lugar. – Anunciei.
- Queres que vá contigo Bella? – Perguntou a Rose.
- Não é necessário. – Falei e entrei dentro de um pequeno compartimento que nós tinhamos para trocar de roupa.
Vesti rapidamente uma roupa de combate mas deixei o cabelo solto. Preparei o meu cavalo e corri para começar a minha patrulha.
Comecei pela zona sul correndo todo o perímetro e sendo cumprimentada por todos que faziam uma longa reverência.
Estava já a chegar á zona Este, a mais afastada quando ouvi:
- Socorro! Alguém me ajude!
Virei imediatamente o cavalo em direção a voz e corremos para lá.
Quando cheguei lá, vi uma rapariga pequena com os seus nove dez anos, eu não lhe dava mais que isso, ela estava a ser atacada por um homem que era procurado há já duas semanas.
Saltei do cavalo e pegando na minha espada falei:
- Porque é que não te metes com alguém do teu tamanho?
Ele virou-se lentamente e eu pude ver a face deformada dele, cheia de cicatrizes e com uns olhos negros como a noite, um arrepio subiu-me pela espinha.
Os olhos esperançosos da pequena levantaram-se olhando-me com eles muito abertos.
- Com todo o prazer. – Falou, com aquela voz digna de um filme de terror.
Ele desembainhou a sua espada
- Vai para detrás do cavalo pequena. - Ela fez exatamente aquilo que eu lhe tinha dito e comecei a lutar contra aquele mongoloide, fiz-lhe uma rasteira e fui ter com a pequena rapariga.
- Olha preciso que vás até aos guardas mais próximos, e os tragas até aqui, consegues fazer isso? - Ela assentiu e eu pu-la em cima do cavalo e ela foi buscar ajuda.
Pisei o peito dele.
- Idiota. – Resmunguei e apontei-lhe a espada ao pescoço.
Passado uns minutos chegou a pequena rapariga com dois guardas, eles prenderam o bandido e a pequena desceu do cavalo e fez uma reverência.
- Estás bem? – Perguntei levantando-lhe o rosto.
- Sim, obrigado princesa. – Falou.
- Anda eu levo-te a casa. – Disse pegando nela e pondo-a em cima do cavalo e subindo de seguida.
- Não é necessário princesa. – Protestou baixinho mas ignorei.
- Onde moras?
Ela indicou-me o caminho e eu cavalguei velozmente, com a menina a minha frente segurada pelos meus braços.
Chegando ao local onde a menina tinha dito ela saltou do cavalo.
- Os teus pais estão em casa? - Perguntei-lhe descendo do cavalo.
Ela pegou-me na mão e conduziu-me á parte de trás da casa onde duas figuras estavam agachadas a tratar do terreno.
- Olá. - Cumprimentei as pessoas.
Elas ergueram-se olhando para mim e rapidamente baixaram a cabeça.
- Princesa! O que faz na nossa humilde casa?
- Vim apenas deixar esta pequena menina. Vocês, são família, certo?
A menina correu para a mulher abraçando-a.
- Oh filha. – Sussurrou abraçando a criança fortemente.
- Ela está entregue Conlicênça.
- Obrigado majestade. – Agradeceu o homem.
Virei costas e saí subindo rapidamente para cima do meu cavalo.
Fui o resto do reino e voltei para o castelo, deixei o cavalo nos estábulos, mudei de roupa e fui para dentro procurar as minhas irmãs.
Assim que entrei no corredor dei de caras com o Edward.
Ele fez uma pequena reverência e levantou os seus olhos em direção aos meus.
- Tu e os teus irmãos estão a aguentar-se?
- Sim vossa alteza, nós estamos eternamente gratos por nos ter poupado as nossas vidas.
Assenti e voltei a caminhar. Parei à porta do quarto da Rose mas ela não estava lá, segui em direção ao quarto da Lice mas ela também não estava lá.
Caminhei até ao salão de baile e pronto lá estava elas a rabiscar num papel.
- Descansem um bocado. – Falei assustando-as.
- Fogo mas tu queres matar-nos de susto mulher? - Perguntou a Lice exaltada.
Eu ri-me.
- Deixem isso durante um tempo, porque não descansam?
- Ai Bells, que chata. – Resmungou a Alice.
- Nós queremos ter isto pronto o mais rápido possível. – Explicou a Rose.
- Para quê?
- O Mike não chega amanhã? - Perguntou a Lice.
- Infelizmente sim, porquê?
- Se conseguirmos adiantar o trabalho de amanhã, vamos poder apoiar-te. - Disse a Rose sem tirar os olhos do papel.
- Como quiserem.

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