16 abril 2013

Live without Life

Capitulo XXX
Sentei-me na cama.
- Hum...bem princesa, é coisa se adultos.
- A mana tem razão, estão diferentes. - Disse a Kika e pôs-se a nossa frente com uma cara seria.
- Nós já somos grandes. - Disse a Alex.
Dei-lhes um fraco sorriso.
- Eu sei que são. - Beijei a testa de ambas. - Os pais estão chateados, mas continuamos a gostar muito de vocês. Nada mudou
- Mudou sim! - Gritou a Kika
Sentei a Alex ao meu lado e puxei a Kika par a mim.
- Mudou no quê, princesa?
A Alex levantou-se e abraçou a Kika que tinha lágrimas nos olhos.
- Já não gostas do pai?
Conseguia ouvi-lo a porta, mas mesmo assim respondi honestamente.
- Quando souber eu digo-vos, princesas.
Abracei-as e a porta do quarto abriu-se. Não precisava olhar para saber quem era.
- Ela é que não tem! - Ouvi a voz do Ian.- Eu ja venho. - Falei e corri para ver o que se passava.
Fiquei no fundo das escadas a perceber o que se passava.
- Ele é que a traiu! - Gritava o Ian.
- Ele pediu desculpa! - Dizia no mesmo tom a Jane.
- Achas que se esquece tudo com um pedido de desculpas?!
Aquilo irritou-me, era da minha vida que eles falavam.
- Calem-se! - Berrei.Eles olharam para mim.- Por amor dos deuses! Estão a discutir por uma vida que não é vossa! Eu sei que são dos vossos irmãos que estão a falar, mas não vale a discussão. Principalmente entre duas pessoas que têm um amor tão lindo, como o vosso. - Suspirei.
Fechei os olhos.
- Não comentam erros estúpidos. - Os mesmos que eu, acrescentei mentalmente.Virei costas e subi novamente para o quarto das minhas filhas.
- Não flor, amo muito. – Ouvi ao entrar no quarto.
- Já preparadas?
- Sim. - Disseram em uníssono.
- Muito bem. - Disse.
Sentei-me na cama em que eles não estavam.
- Vamos buscar aquele brinquedo a sala. - Disse a Alex puxando a Kika pela a mão.- Que brinquedo?
- Aquele brinquedo.
- Ah sim. Vamos.
Revirei os olhos quando elas trancaram a porta. Sem olhar para ele falei:
- Elas querem que façamos as pazes.
- Eu sei. - Disse e eu senti os seus olhos queimarem na minha pele.
- Sabes?
- A Kika perguntou-me o que se passava.
- Hum... - Levantei-me e fui até á porta.
- Eu gostava de lhes fazer a vontade. - Sussurrou.
Ferrei os lábios e como se nada fosse, forcei a maçaneta a girar.
- Não dá, lamento. - E saí.
Desci as escadas com uma cara chateada. Olhei para as minhas filhas.
- Não gostei, meninas.
- Desculpa. - Pediram.
Sentei-me ao lado delas e disse calmamente.
- Princesas, não se metam em assuntos de adultos, por favor. A mãe e o pai trataram das coisas como acharem que devem e gostamos de vocês mais do que tudo, só não podemos ficar juntos só porque vocês querem.
Elas suspiraram.
- Desculpa.
Depois tudo voltou ao normal, ou quase. O clima andava esquisito dentro de casa, e só parecia voltar, quase ao normal quando se juntavam na sala e elas brincavam com toda a gente.Mas nos últimos dias elas andavam tristes, não cantavam, nem dançavam ou jogavam com ninguém. Ficavam apenas sentadas rodeadas de bonecos a falar baixinho uma com a outra.
Partia-me o coração vê-las assim mas, não conseguia ficar com ele, nem mesmo só para as ver sorrir.Nas manhãs elas já não acordavam cedo e vinham a correr saltar para a minha cama, essa foi mais umas das alegrias que elas perderam desde que eu me fui embora e depois voltei.
Estávamos todos na sala, havia conversas em sussurros mas a maioria observava o Edward tocar piano.A Alice fazia remodelações á casa, andava de um lado para o outro a tirar as coisas do sitio.
A Kika e a Alex tinham a cabeça no meu colo e eu acariciava os seus cabelos. Estava tudo calmo até que a Alice gritou e tudo parou.
- O que viste Alice? - Perguntou o Jasper já a sua beira.
Todos se viraram para ela, incluído eu com as minhas filhas.
- Uma batalha, estávamos la todos, e a rapariga que magoou a Tania. Havia uma morte. - Ela olhou diretamente para mim. - Acho que tu morres, não tenho a certeza, mas eu vi o teu cabelo.
Senti o meu mundo girar bruscamente.
- A mama não pode morrer! Ela e imortal! - Disse alguém.
Ainda atordoada virei-me para as minhas filhas.
- Vão para o quarto.- Mas...
- Agora.
Elas levantaram-se e foram la para cima. O meu irmão veio ate ao meu lado e abraçou-me, a Nessie fez o mesmo e senti o olhar sofredor do Alec em mim.
- Quanto tempo?
A Alice sentou-se numa poltrona ao lado do Jasper e fechou os olhos.
- Uma semana.
O meu coração perdeu uma batida.
- Talvez se vocês não forem...- Tentou o Ian.
A Alice voltou a concentrar-se.
- Não muda muita coisa. - Lamentou-se.
- Nos vamos estar contigo. - Disse a Nessie. - Não vamos deixar que nada te aconteça.
- Não posso arriscar a vossa vida. – Peguei na mão que ela tinha na minha. – Ela é uma bruxa, pode magoar-vos.
- Nós protegemos a nossa família. – Disse o Carlisle e vi todos assentirem.
- Eu também tenho alguns truques. – Falou a Nessie.
- E eu vou prever tu o que ela fizer, evitar que te aconteça alguma coisa. – Sussurrou a Alice com um olhar ainda meio vidrado.
O Emmett estalou os dedos.
- Já não uma tareia seria a alguém á muito tempo.
- Nós somos uma família e podes contar com o meu escudo. – Falou a Bella.
- Obrigado. – Falei e o Ian apertou-me os ombros. Mesmo que não vá resultar, pensei.
- Não penses assim. – Disse o Edward e eu assenti.
A Jane levantou-se e sentou-se ao lado do Alec, algo que eu não pude deixar de notar.
- Vamos a uma caçada para encher tudo de energia, para alguns treinos? – Sugeriu a Rose.
Oh merda! Eu ainda não consegui caçar e a ardência na minha garganta piorava todos os dias, mas tinha conseguido controlar-me
- Vão vocês, eu quero ficar com as minhas filhas. – Menti.
- Eu também fico. – Disse o Ian, instantaneamente.
- Não, a serio, vai. Eu vou ficar no quarto a brincar com elas e a tentar pensar em alguma desculpa para o que elas ouviram.
Com alguma relutância ele levantou-se e seguiu os outros, que rapidamente desapareceram no meio da floresta.
Fiquei só eu e…o Alec.
- Não vais? – Perguntei sem olhar para ele.
- Não tenho sede. – Mentiu.
- Consigo ouvir a mentira na tua voz. – Sussurrei ainda com o olhar fixo num ponto da parede aposta a ele.
Sem que me apercebesse ele estava a minha frente.
- Quando tiveres coragem de olhar-me nos olhos, fala comigo! – Disse e consegui imaginar o seu olhar furioso.
Levantei o meu olhar cansado para ele e a velha Tania, aquela que não consegue ficar calada, voltou a mim. Nem os seus olhos, ainda sofredores, completamente pretos me fizeram recuar.
Ergui-me do meu lugar enfrentando-o.
- Mas qual é o teu problema? - Inquiri. - Não tens qualquer direito de me exigir nada! Achas que eu tenho a menor vontade de te olhar na cara?
- Acreditas mesmo que eu não me arrependo?! Para tua informação arrependo! Desde do momento que duvidei do que sentia por ti. Do momento que não te segui e implorei para que me perdoasses. De não ter estado lá para impedir tudo o que aconteceu!
Ele respirou fundo como se aquelas palavras lhe doessem na alma. Não consegui vacilar a figura perante mim, causava-me raiva.
- Pois eu arrependo-me de ter acreditado em ti! - Gritei.
Ele empurrou-me para que me sentasse no sofá e prendeu-me os ombros com as mãos.
- Tu não imaginas a falta que eu sinto tua. - Sussurrou com o rosto perigosamente perto do meu.
Agarrei-lhe nos ombros e sentei-o ficando por cima dele.
- Eu não posso dizer a mesma coisa!

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O mais simples dos comentários, dá força á autora para continuar a historia por mais um capitulo e com cada vez mais entusiasmo.
Só demora 1 minuto (e não faz o dedinho cair!) e alegra o nosso lindo e fraco coração = ) Se leu comente!
#Os insultos serão imediatemente eliminados#