24 abril 2013

Two Realities



CAPITULO 27 – Provocações de amor

- Não sei. - Disse enquanto encolhia os ombros.
- Eu tenho uma ideia. – Falei e sorri-lhe.
Puxei-lhe o rosto de encontro ao meu, colando os nossos lábios. Ele agarrou-me a cintura e puxou-me para o seu colo.
Afastei-me um pouco dele e olhei-o nos olhos.
- Qual é a verdadeira razão para não teres querido ir, príncipe?
- Não me apeteceu.
Passei a mão pelos seus cabelos e pousei a cabeça no pescoço dele.
- Então e tu porque não foste?
- Prefiro ficar contigo. – Sorri.
- É. Nós, ainda temos, de matar as saudades todas.
- Temos a eternidade toda para nos cansarmos um do outro.
- Nunca me vou cansar de ti.
- Oh que amor.
Beijei-lhe os lábios e sorri-lhe.
- Vamos dar uma volta?
- Não sei se me apetece.
- Só comigo? - Fiz beicinho.
- Se for só contigo, prefiro, ficar aqui, a prender-te.
Dei-lhe um sorriso travesso e saltei do seu abraço.
- Vais ter de me apanhar.
Saí a correr a toda a velocidade, não tardou para que o ouvisse. Saltei por cima de um rio e aterrei em cima de uma árvore.
Esperei que ele passasse e saltei para as costas dele, beijei-lhe o pescoço e voltei a correr.
Ele tentava acompanhar o meu ritmo, e de repente deixei de o ouvir e parei. Ouvi um galho a partir-se voltei a correr eu sentia que estava a ser seguida mas eu não via nem ouvi ninguém, foi quando eu olhei para as árvores atrás e vi-o a olhar para mim.
Soprei-lhe um beijo e voltei a correr, por fim cansei-me de fugir dele e deixei-o apanhar-me.
Ele agarrou-me enquanto eu ainda estava de costas para ele e começou a beijar-me o pescoço.
- És muito lento. – Resmunguei e virei-me para ele.
- Bem, então e se eu começar, a procurar por outra humana para me apaixonar, que achas?
Empurrei-o.
- Experimenta que eu arranco-te os 20 dedos que tens, peço á Jane para te torturar e enquanto estás em agonia no chão, faço-te comer os dedos. – Rosnei.
- Agora a super rápida ficou chateada foi?
- Queres saber? Não me importa, faz o que quiseres. – Virei costas e comecei a caminhar
Ele agarrou-me o pulso e fez-me olhar para os seus olhos dourados, que me matam.
- Então vais ficar assim comigo?
- Assim como?
- Chateada.
- Então, sim.
- Vá lá amor, eu amo-te.
Cruzei os braços sobre o peito e fiz beicinho.
- Não quero saber agora essa doeu.
Ele passou os braços pelo meu corpo.
- Quando vais acreditar que eu só te quero a ti? Não há nem haverá mais ninguém? Humana ou vampira.
- Não estarás a mentir?
Ele olhou-me, triste.
- Conheces-me melhor que ninguém, estou a mentir?
- Eu sei que não, eu amo-te. - Falei e beijei-o.
- Eu amo-te mais. – Disse.
- Não sei não, acho que eu é que te amo mais ainda.
Ele negou com a cabeça e voltou a beijar-me.
- Tu dás-me a volta à cabeça Amor.
- Ainda bem.
- Só isso? Não dizes nada mais?
- Não. - Sorri.
- Eu acho é que tu é que andas atrás de alguém e não me queres. - Disse ele olhando para baixo com um beicinho mesmo fofo.
Mordi o lábio inferior.
- Tens razão, eu gosto de alguém
Ele largou-me e mandou um soco numa árvore, ele estava furioso.
- Okay bom. Quem é ele?
- Tem cabelos cor de bronze, olhos dourados, cheiro a menta, e bastante ciumento, conheço-o à 3 anos e não à ninguém que o ame mais do que eu
Em questão de segundos ele estava outra vez completamente colado a mim e a comer-me com os olhos.
- Que susto. - Sussurrou.
- És um tolo.
- Mas tu amas.
- Talvez.
Ele beijo-me de forma intensa como se fosse o nosso último minuto juntos
Deixei as minhas mãos brincarem com os seus cabelos.
Ele pegou-me ao colo e encostou-me a uma árvore
Passei as pernas á volta da sua cintura.
Eu não queria sair dali nunca mais. Eu só o queria a ele.
Ele afastou-se com um sorriso torto no rosto.
- Agora não, não aqui.
- Então vamos para casa.
- Vamos dar uma volta.
- Para quê? Para me continuares a comer com os olhos?
- Também. - Riu-se.
- Pois tu não és homem para mais. - Provoquei-o
- Isso é um desafio, Isabella?
- Talvez Edward, se quiseres ver dessa forma... Ainda assim eu digo que não és homem para isso.
- Logo á noite vemos. - Deu-me um olhar matador
- Pois pois, tu não vais ter coragem.
- Vamos ver.
- Ui estou com um medo.
- Se calhar és tu que vais ficar com medo. - Sorriu-me.
- Não sei não.
- Duvidas de mim, amor?
- De ti não, agora se fores assim tão bom como estás a soar...
Ele riu-se.
- Mas tu estás a rir-te do quê?
- Nada.
- Nada não, diz-me
- Não
- Edward diz-me
- Não.
Eu atirei-o ao chão e fiquei por cima.
- Diz-me
- Não
- Diz-me ou se não...
- Se não o quê?
- Diz-me se não vais ficar seco como um carapau nem a beijos e abraços vais ter direito.
Ele ergueu-se, sentando-se e eu fiquei por cima dele.
- De ti amor.
- Não sei porquê eu não me lembro de ter feito alguma piada
- Tu és uma piada.
Eu levantei-me e virei costas
Caminhamos lentamente para casa.
Eu não queria olha-lo na cara ele disse que eu era uma piada? Que parvo, fogo faz-me sofrer durante dois anos e depois diz-me aquilo. Eu fiquei triste.
Ele abraçou-me, fazendo-me parar
- Não fiques assim amor, o que eu quis dizer foi que tu és engraçada.
Levantei sobrancelha.
- Que foi?
- Como adivinhaste?
- Posso não te ler os pensamentos mas conheço todas as tuas expressões.
Eu voltei a olhar em frente mas ele pegou o meu rosto com uma mão fazendo-me olhar para ele e a outra ficou na cintura.
- Não sejas assim.
- Assim como?
- Chateada
Eu queria que ele me beijasse de uma vez em vez de ficar a falar.
Peguei no rosto dele e beijei-o.
Ele agarrou-me forte pela cintura, beijava-me como se fosse devorar-me ali mesmo e antes de passar para o meu pescoço mordeu o meu lábio inferior.
Os vampiros tem calor? Porque eu estava com calor...
Ele beijava e ferrava de leve o meu pescoço.
- Não sou homem, ahn? - Sussurrou ao meu ouvido
- Isso qualquer um faz. - Disse querendo provocá-lo ainda mais.
- Não ficas assim. - Sussurrou.
Eu arrepiei-me mas mantive-me forte.
- Isso tu não sabes.
Ele prendeu o meu lábio inferior entre os seus dentes e puxou levemente.
- Talvez não.
- Mas gostavas de tentar?
Ele sorriu-me e puxou-me de encontro a ele.
- Não me importava nada. - Disse com um sorriso malicioso.
- Seras capaz? - Desafiei-o.
- Serás tu capaz de aguentar?
- Completamente.
Ele pegou-me ao colo e correu para casa
Assim que chegamos à porta de casa estava lá já toda a família e o sorriso malicioso do Edward transformou-se em um sorriso inocente e fraco.
Sorri-lhe e saltei do colo dele.
- Mãe pai. - Disse a minha princesa vindo na nossa direção.
Peguei nela ao colo.
- Então princesa divertiste-te hoje?
- Fazer compras é divertido! - Exclamou
- Ainda bem que gostas pequena. - Disse o Edward passando a sua mão nos seus magníficos cachos vermelhos.
Entramos e eu e a minha filha fomos raptadas pela Alice
- Para que tanta coisa, Lice? - Perguntei assim que vi todo o seu quarto recheado de vestidos
- Temos de estar perfeitas para a festa.
- Mas que festa?
- Onde e que andas com a cabeça? Vamos comemorar!
- Pois sim, eu tinha-me esquecido.
Ela abanou a cabeça e a Rose entrou
- Então, vamos começar a preparar-nos?
- Se tem mesmo de ser. - Resmunguei
- Sim tem mãe.
Olhei para a minha filha de boca aberta.
- Que foi? - Perguntou. - É um momento de alegria por isso nós temos de festejar.
- Fizeste-lhe um lavagem cerebral Alice? - Perguntei.
- Não ela é que graças a deus sai às suas fantásticas tias.
A Jane entrou no quarto cheia de sacos.
- Já não chegam duas, agora a minha filha vai-se tornar um mini clone vosso! - Resmunguei na brincadeira
- Deixa de resmungar e senta-te aqui para maquilhar-te. - Disse a Alice
De mau grado sentei-me na cadeira.
Ela começou a maquilhar-me e eu fechei os olhos para ver se o tempo passava mais depressa.
Mas pareceu passar demasiado lentamente.
- Prontos agora vai vestir o vestido que a tua filha escolheu para ti. - Ordenou a Jane.
- Princesa, tens bom gosto certo?
- Claro que sim, agora vai lá.
Fui me vestir.
Quando voltei todas elas ficaram de boca aberta.
- Que foi não me fica bem?
- Pelo contrario. - Disse a Jane.
- Estás linda Bella. - Comentou a Rose.
- Tens mesmo a quem sair Nessie. - Felicitou a Lice.
- É bom que o Edward saiba controlar-se. - Sussurrou a Jane.
- Posso sair deste quarto?
- Não! Tens de me vestir mãe!
Não contrariei e fui ajudá-la.
Depois de lhe colocar um vestido azul que lhe dava até aos joelhos sentei-a na cama e penteei-lhe os cabelos.
Enquanto isso as outras também se arranjavam para a festa.
- Pronto princesa, estás pronta!
- Obrigada mãe. Posso ir mostrar ao pai e ao Jake?
- Vais sofrer aqui dentro comigo. - Sorri-lhe.
- Mas eu não quero. - Disse fazendo birra.
- Quem manda?
- Eu. - Disse enquanto sorria.
- Queres me testar Renesmee Cullen?
- Bem nós já estamos todas portanto vamos. - Disse a Alice
Tinha ficado chateada com a atitude da Renesmee
- Okay eu vou ver se eles estão prontos. - Disse a Alice.
Ela saiu aos saltinhos fechando a porta atras de si.
- Porquê que a tia Alice pode sair e eu não?
- Porque foi ela que organizou a festa linda. - Respondeu a Rose serena.
- Mas eu ajudei!
- Mas é para ser surpresa. - Justificou a Jane
Bufei.
- Renesmee comporta-te.
- Okay mãe. - Disse aquela coisinha fofa abaixando a cabeça
Peguei nela e sentei-no meu colo, comecei a brincar com os seus longos cabelos.
- Bem está tudo pronto, podemos descer. - Disse a Alice estridente abrindo a porta.
- Se tem mesmo que ser. - Suspirei-me.
A Renesmee levantou-se e foi até à Alice.
- Não sejas assim vai ser divertido. - Sussurrou-me a Jane.
- Divertidíssimo. - Resmunguei e ergui-me nos saltos.
- Confia em mim esta noite vai ser divertida.
Revirei os olhos e saí juntamente com elas.
Fomos em direção às escadas e começamos a descê-las uma de cada vez começando pela Jane.
Revirei os olhos, tanta coisa por uma festa em que só está família.
De seguida a Alice que foi abraçar o Jasper, depois a Rose que fez o Emmett alucinar, seguiu-se a Renesmee que sorriu para o Jake e para o Edward, espera um segundo que eu acho que vou morrer hoje de vez que gato.
O Edward trajava um fato formal preto com uma camisa social azul clara, aberta no primeiro botão, sexy.
Eu comecei a descer com o máximo de elegância que eu consegui fazendo-o ir com o queixo até ao chão.
Ainda bem que como vampira passei a ter equilíbrio.
Cheguei até ele com um sorriso nos lábios.
- Olá.
- Estás perfeita amor.
- Tu és perfeito. - Sussurrei.
Ele sorriu e beijou-me.

- Mãe! Pai! - Ouvi a Renesmee chamar
- Tu estás linda pequena. - Disse o Edward pegando-a ao colo.
- Tu também pai.
- Obrigado.
- Posso pedir ao Jake para dançar comigo?
- E não queres dançar comigo, princesa? - Perguntou o Edward.
- Sim, mas depois posso dançar com ele?
- Claro princesa. - Disse-lhe. - Vão lá dançar.
Ele levou-a no colo para a "pista de dança" e eu sentei-me vê-los a dançar.
Finalmente paz, pensei. Eternidade ao lado da minha família, soa bem.
Eu tinha o amor da minha vida e uma linda filha ao meu lado, os meus irmãos a Alice a Rose o Emmett o Jasper o Carlisle a Esme e agora o Jake que mais eu podia pedir.
Suspirei feliz
- A menina quer dançar ou vai ficar a pensar a noite toda?
Levantei os olhos.
Sorri e estendi-lhe a mão.
Ele puxou-me de encontro a ele, rodando-me no ar.
Eu ri, mais feliz eu não podia ficar.
Encostei a cabeça no seu pescoço
Ficamos colados a dança, toda eu não queria sair dali.
Sentia-me completa, alegre, amada.
A música acabou mas estranhamente não começou outra, tirei a cabeça do seu pescoço para ver o que se passava.
Estávamos apenas nós os dois na pista, e o Edward ofereceu-me o seu lindo sorriso torto.
- Tenho uma coisa para te perguntar.
- Sim?
Ele ajoelhou-se, se eu fosse humana estaria a chorar, tirou uma caixinha do seu casaco.
- Isabella Marie Swan, prometo amar-te para todo o sempre, davas-me a honra de casar contigo?
Eu olhei para todos que estavam a sorrir, a minha menina no colo do Jake estava impaciente, eu sentia o meu rosto a rasgar por causa do meu sorriso.
- Claro que sim, Edward, que achas?
Ele envolveu-me com os seus braços e beijou-me, um beijo cheio de amor, carinho e felicidade.
Depois pegou na minha mão e colocou no anel no sitio, de onde nunca mais sairia.
A Renesmee saiu do colo do Jake e foi a correr ter connosco assim como todos os outros.
Eu queria poder chorar naquele momento, para demonstrar a minha felicidade, que era tanta que eu pensei que explodiria.
- Mãe! Pai! Eu quero ser a menina das alianças.
Eu ri-me e peguei nela ao colo.
- Claro, princesa.
- Muitos parabéns, Bella. - Disseram a Alice e a Jane ao mesmo tempo.
Deixei a Renesmee ir para o chão e abri os braços.
- Andem cá maninhas.
Elas abraçaram-me com força e rimos as três.
Depois fui esmagada pelo Emmett e recebi um abraço carinhoso da Esme.
O Carlisle também me abraçou sempre com a sua calma.
- Muitos parabéns Bella. - Disse o Jasper.
Com alegria que eu estava até ele tinha de me abraçar.
Apertei-o e fui até ao Jake e fiz-lhe o mesmo.
- Bells vais-me partir um osso.
- Desculpa.
- Não tem mal tu estás feliz é normal.
- Sorri-lhe e continuamos a festejar.
Já estava a ficar tarde e o Jake e a Renesmee já estavam praticamente a dormir enquanto dançavam.
Acordei o Jake e pedi-lhe que a deitasse e para que fosse dormir.
Ele subiu as escadas com ela ao colo e nós continuamos com a festa mas com o som mais baixo.
- Bellinha! Vais-me deixar organizar o casamento certo? - Disse a Alice.
- Sim mas eu não quero nada exagerado por favor.
- Claro que não! - Falou.
- Alice.
- Bella, é um casamento não um funeral.
- Não te preocupes eu vou ajuda-la. - Disse a Jane.
- Agora ainda fiquei com mais medo.
O resto da família riu.

*1 mês depois*

Se eu pudesse suar, estava toda suada. Estava nervosa, era o dia do casamento, não tinha visto nada do que a Alice preparou, nem sequer conhecia o meu vestido de casamento.

Eu não sabia nada de nada nem sei onde vou de lua de mel.
Estava a ser tratada por uma rainha pela Jane, Alice, Rose e surpreendentemente a minha filha!
Estavam todas à minha volta parecia que ia sufocar.
Com a minha rapidez, um pouco acima da delas, saí da cadeira e afastei-me um pouco.
- Deem um minuto. - Pedi.
- De pé atrás Bellinha? - Perguntou a Alice seria.
- Não mas parecia que estavam a sufocar-me e eu estou nervosa okay?
A Jane riu baixinho e eu fuzilei-a com o olhar.
- Vai correr tudo bem. - Disse a Rose tentando-me acalmar.
- Mãe? Está tudo bem? - Perguntou vindo até mim.
- Sim princesa, não te preocupes, é só que eu nunca me casei antes.
- Só se casa uma vez. - Ela sorriu-me.
Voltei a sentar-me na cadeira.
- Okay, vamos lá continuar.
Fechei os olhos e pensei no meu rei, o motivo pelo qual eu estava a suportar tudo aquilo
E na recompensa que depois teria.
Sorri mentalmente, se me atrevesse a mexer a Alice iria cortar-me alguma parte do corpo.
Elas, finalmente acabaram.
- Agora vamos ao vestido. - Guincharam a Alice a Jane e a Renesmee ao mesmo tempo.
Deixei que elas passassem o vestido pelo meu corpo.
Calcei os saltos e fui ver-me ao espelho, eu estava incrível.
O vestido branco caia de uma maneira perfeita no meu corpo, a maquilhagem suave realçava o dourado dos meus olhos.
De repente imaginei que o meu pai iria entrar para me levar ao altar, mas isso não aconteceria e o meu coração apertou-se.
Então sinto alguém a agarrar o meu braço e vejo o Alec.
- Como teu irmão eu levo-te.
Sorri-lhe e perguntei:
- É muito mau, aquilo lá em baixo?
- Tem calma tá tudo perfeito.
- Se tu o dizes.
- Vamos?
- Sim.
Pus o meu braço no dele e dirigimos-nos á porta de saída.
Respirei fundo e continuamos a andar em direção ao altar onde estava o meu rei com o meu sorriso torto
Andávamos, terrivelmente, devagar. A melodia tocada no piano tornava, de certo modo, tudo mais real.
Todos nas bancadas se viraram para me ver caminhar, felizmente eu sei caminhar! Uma quantidade avassaladora de olhos vermelhos e dourados.
A cauda do meu longo, e perfeito, vestido arrastava pelo chão. A minha respiração irregular dava-me a sensação de um coração palpitante no meu peito.
Eu queria correr para o Edward, queria apenas que o padre, nos declarasse marido e mulher, para ficarmos finalmente juntos para sempre.
Finalmente, chegamos ao meu rei, involuntariamente um sorriso brotou no meu rosto.
O Alec passou-me ao Edward dizendo:
- Cuida bem dela.
Ele assentiu e o padre começou a falar
Foi, quase tudo normal, tirando pela parte "ate que a morte vos separe" que mudamos para "enquanto ambos viverem"
- Agora vos declaro marido e mulher. Pode beijar a noiva.
Ele abraçou a minha cintura beijando-me logo de seguida. Com aquele beijo parecia que não havia mais ninguém no mundo a não ser nós, aquele beijo foi a promessa de uma felicidade eterna ao seu lado e ao lado da nossa família.
- Amo-te. - Sussurrei.
- Amo-te
Todos se levantaram e começaram a bater palmas
- Para sempre. - Disse.
- Soa-me bem. - Abracei-o com força para nunca mais sair da beira dele.
Com alegria a minha princesa correu para nos
O Edward pegou-a ao colo e eu perguntei-lhe:
- Estás contente princesa?
- Muito, mãe.
Com um braço o Edward voltou a puxar-me para mais junto deles e vimos um flash.
- Mais uma foto de família! - Exclamou a Alice.
- Vamos para a nossa festa. - Disse o Edward
- Ness, queres dançar comigo? - Perguntou o Jake.
Olhei para ele e sorri, ele iria sempre cuidar bem dela.
- Posso ir?
- Podes. - Respondi-lhe com um sorriso.
O Edward fez uma careta mas deixou-a ir.
Ela correu para os seus braços abraçando-o logo. Eu ri.
- Porque deixaste?
- Por duas razões: primeira, eu confio nele; segunda eu quero dançar contigo.
Eu sorri-lhe
- Queres dançar? Então anda.
Puxou-me para a pista e colou-me a ele.
- Não me vais apresentar a tua família? - Perguntei.
- Tu é que quiseste dançar.
Passei os braços pelo pescoço dele.
- Eu quero conhecer a tua família, esta aqui tanta gente e eu não conheço nem um terço
- Okay, anda, vem, eu vou apresentar-te.
Dirigimos-nos a um grupo de três loiras, um homem, e uma morena.
- Este são os meus primos de Denali.
- Olá muito prazer.
- Benvinda à família, eu sou a Carmen
- Bella.
- Eu sou a Tanya. - Apresentou-se uma das loiras, a mais baixinha. - Prazer, fico contente por terem finalmente ficado juntos, e por conhecer finalmente a mulher que encantou o meu primo.
Se pudesse tinha corado um pouco.
- Eu sou a Kate.
Disse a loira alta com um sorriso no rosto.
- Bella. - Disse novamente.
- Eu sou a Irina, Bella, estás linda.
Dei-lhe um sorriso envergonhado.
- Deixem o homem para o fim! Eu sou o Eleazar' prazer.
- Prazer Bella.
- Espero voltar a ver-vos. - Disse enquanto o Edward me conduzia a outro grupo de vampiros
- Bella estes são Benjamim, Amun e Tia.
- Prazer, Bella.
- Estás linda Bella.
- Disse a Tia abraçando-me.
- Obrigado
Despedimo-nos e o Edward encaminhou-me a dois vampiros que conversavam com a Alice e com o Jasper.
- Bella estes são Peter e Charlote.
- Muitas felicidades Bella. - Disse a Charlote.
Sorri-lhe e fomos cumprimentar mais gente. Se não fosse vampira não teria decorado todos aqueles nomes.
A festa continuava e eu dançava com o meu rei e com a minha filha ao colo até que a Alice apareceu.
- Vamos mudar-te de vestido?
- Não. - Resmunguei, estava tudo tao bem.
- Vá, anda, tens de te arranjar.
- És pequena demais para seres tao irritante. - Disse o Edward.
- Não quero que o pai e a mãe vão embora!
- Nessie eles só vão estar fora um mês nada mais, fofa.
Ela fez beicinho
- Anda princesa ajudas a arranjar-me para ir mais depressa e assim também voltamos mais cedo vais ver, vais ficar com os tios com os avós e com o Jake.
Com relutância subi as escadas com elas.
Pousei-a na cama e fui trocar de roupa, voltei e desci com ela.
Começava a não querer deixar a minha menina, no fundo das escadas estava o Edward que estendeu a sua mão para mim.
- Estás perfeita.
- Eu amo-te.
Ele sorriu e beijou-me
- Anda, vamos.
Saímos e todos começaram a atirar arroz e fomos despedir-nos de todos
- Princesa porta-te bem. - Disse-lhe.
- Eu porto mãe. - Disse ela meio tristinha.
- Oh que é isso, pequena? - Perguntou-lhe o Edward.
- Vou ter saudades.
- Nós também, mas não fiques assim nós voltamos logo.- Disse-lhe pegando-a ao colo e puxando-me também a mim para o abraço de família que acabou assim que ela bocejou
- É melhor o Jake pô-la a dormir.
Em vez do Jake apareceu a Rose.
- Eu cuido dela. - Sorriu. - E mantenho o cachorro na linha.
- Obrigado Rose. - Agradeceu o Edward.
Entramos no carro e ele arrancou.
- Para onde vamos?
- Um sítio.
- Diz-me.
- A Sra. Cullen vai ter de esperar.
- Oh diz-me de uma vez, está a custar-me deixar a minha filha em casa apesar de ela ter a família e o Jake.
- A mim também, mas não achas que depois de tanto tempo e de tudo porque passamos não temos direito a um tempo só nosso?
- Sim mas diz-me. Eu quero lá chegar e relaxar.
- Relaxa enquanto vamos para lá. - Sorriu.
- Sim, é melhor começar já a relaxar.
Cruzei as pernas.
- Então senhor Cullen, que planeia que façamos na nossa lua-de-mel
- Bom, pouca coisa.
- É?
- Sim.
- Posso saber o quê?
- Isso agora.
- Tu andas demasiado misterioso.
- Talvez. - Sorriu.
Fechei os olhos e desliguei do mundo pelo menos até termos chegado ao aeroporto.
- Um beijo pelos teus pensamentos.
Sorri, abri os olhos e ele deu um leve beijo nos meus lábios.
- Então no que pensas
- Por acaso não estava a pensar
- Hum…
- Que foi?
- Nada amor.
- Okay.
Ele estacionou num aeroporto
Saiu e foi outro lado abrir-me a porta para eu sair e eu ri.
- Sempre um cavalheiro.
- Por agora.
Sorri-lhe.
- Onde vamos?
Ele riu-se e conduziu-me ate la dentro.
Sentei-me e ele foi comprar os bilhetes ainda não sei para onde mas já ia descobrir.
- Vamos. - Falou.
- Para onde?
Ele riu.
- Para o avião.
Deitei a língua de fora e segui-o
Chegamos ao avião e eu sentei-me no meu lugar.
- Chegávamos mais rapidamente se corrêssemos. - Resmunguei.
- Olha que não.
Bufei com impaciência.
Ele colou os nossos lábios e depois com relutância descolou-os.
- Tem calma, já faltou mais.
- Eu sei. - Disse.
Olhei pela janela, onde o sol se erguia, fechei a cortina, não seria muito normal começar a brilhar.
- Para onde estamos a ir?
Ele sorriu e beijou-me para me distrair.
Como é que ele consegue sempre?
Encostei cabeça no ombro dele e fechei os olhos.
Fiquei assim até o avião aterrar.
- Finalmente!
Ele voltou a sorrir.
Saímos do aeroporto e ele foi buscar as nossas malas.
Depois fomos buscar um táxi.
- Brasil?
- Mais ao menos.
- Então?
- Nós tínhamos de aterrar aqui mas ainda falta.
Bufei impaciente
- Não querias um local mais longe?
- É um presente do Carlisle e assim também estamos mais isolados.
Sorri-lhe um pouco mais paciente.
Paramos no porto e fomos para uma lancha que nos levou até a uma ilha.
- Bem-vinda a ilha Esme! - Falou.
- Esme como a Esme?
- Sim isso mesmo.
Ao perceber a minha perplexidade ele explicou:
- Foi o presente de casamento do meu pai a minha mãe.
- Eles amam-se mesmo.
- Sim.
Saltei para fora da lancha e senti a areia nos pés.
Eu ia pegar numa das malas mas ele pegou logo nela.
- Não quero que fiques desgastada.
Revirei os olhos.
- Edward, eu sou uma vampira, não aquela humana frágil de antigamente
- Para mim hás-de ser sempre exceto num único momento.
- A caça? - Perguntei enquanto caminhávamos para casa.
- Também mas não. - Disse com um sorriso malicioso.
Dei-lhe o meu melhor sorriso.
Assim e chegamos grande porta de vidro da casa, ele pegou-me ao colo
Passamos a porta e pousou-me outra vez
- Isso era necessário?
- Tu sabes que eu sou muito tradicional.
- As vezes demais.
Ele pegou nas malas e em segundos estava outra vez ao meu lado.
Pegou-me na mão e mostrou-me todos os cômodos da casa.
Mostrou-me a cozinha a sala a casa de banho e finalmente foi mostrar-me o quarto
Tinha uma grande cama branca no centro do quarto.
Eu apenas quis saber disso e fixei o meu olhar nela
- Gostaste?
- Hã?
- Da casa, do quarto...
- Eu amei, mas a cama? Nós não dormimos
Ele riu-se e beijou-me o pescoço.
- Acho que o Carlisle não pensou em dormir quando a comprou.
Virei-me e agarrei-o beijando os seus lábios.
Ele conduziu-me até a cama.
Comecei a desabotoar-lhe a camisa e ele abriu o fecho éclair do vestido.
E assim começou a nossa noite, ou será dia? Bem, não interessa.
Só sei que eu não queria larga-lo nunca mais.










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Só demora 1 minuto (e não faz o dedinho cair!) e alegra o nosso lindo e fraco coração = ) Se leu comente!
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