05 maio 2013

Live without Life

Capitulo XXXII - Parte 2
Tania POV
A cena passou-se em camara lenta mas foi tão rápido que não pude fazer nada para o impedir.
A estaca, enfeitiçada, que deveria atravessar o meu peito, trespassara o do Alec. Ele estava...
- NAAAAOOOO!! - Gritei outra vez.
Debati-me nos braços do Ian, não, não podia. As lágrimas arderam-me nos meus olhos.
Autor POV
Todos estavam em choque, como podia ser possivel? O Alec morto. A tristeza assolara todos, a primeira pessoa com quem todos se preocuparam, foi a Tania esquecendo-se de Jane. A irmã do Alec.
O coração dela caiu e a raiva cresceu, sem pensar em consequências avançou sobre a pessoa responsavel, matando-a.
Tania POV
O vento soprou a minha volta, o meu cabelo transformou-se numa chama e todo o meu brilho dourado ficou preto.
- Larga-me Ian! Eu tenho de o trazer de volta! Larga-me. - Gritei desesperada.
Com um abanão forte soltei-me e corri para ele. Soluços altos saiam da minha garganta, as lágrimas tirvavam-me a visão.
- Alec não me faças isto. - Pedi entre soluços. Caí de joelhos ao lado dele e agarrei-lhe a mão. - Fica comigo, ouviste?
Ouvia varios choros e alguns gritos, ignorei só ele importava. Tinha de o salvar, tinha de o levar vivo para casa. Com as mãos a tremer a garrei a estaca, com o máximo de força possivel e arranquei-a. Ele não se mexeu.
- Volta, volta para mim, para as nossas filhas. Não te atrevas a deixar-me! - Sussurrei.
Levantei o rosto, o Ian agarrava a Jane que se debatia nós seus braços.
Baixei o rosto novamente, não conseguia encarar ninguém. Escondi o rosto nas mãos e chorei, de desespero, raiva e dor.
- Por favor...por favor... - Solucei. - Não me abandones. Não nos abandones, volta, por mim, por elas, pela Jane. - Falei com esperanças que ele ouvisse.
Limpei a cara para puder olhar para ele melhor.
- Desculpa, por todas as vezes que te fiz sofrer, anjo. Desculpa por este tempo todo, em que não acreditei em ti mesmo vendo a verdade nos teus olhos.
O meu coração batia dolorosamente no meu peito, as lágrimas eram tantas que pensava que secariam. Os soluços enrumpiam do meu peito sem me deixar respirar.
Peguei-lhe na mão e levei-a aos lábios, o Sol nascia atras de mim, mas a sua pele não brilhava.
- Vamos anjo, não desistas. Sabes perfeitamente que não posso viver sem vida. Sem ti, a minha vida. - Sussurrei.
Arrastei-me até a cabeça dele e pousei-a no meu colo. Levei o meu pulso aos lábios e ferrei, assim que ele estava em sangue, coloquei-o nós seus lábios.
- Anda amor, bebe. - Disse entre soluços.
Ele não se moveu, o seu rosto sereno não se modificou. O meu pulso sarou e ele não o mordeu, não bebeu do meu sangue, nem começou a sarar com as gotas que entraram.
Ele parecia...
- NAAAAOOOOO! - Gritei para o ar.
O seu azul encheu-se de nuvens negras e um raio caiu ao lado do sitio onde eu estava. Beijei-lhe os cabelos.
- Porque te puseste no meu lugar, seria melhor estar eu aí deitada.
Abracei o corpo dele enquanto chorava, se ao menos tivesse os meus dons...mas, eu tenho-os. A luz acendeu-se na minha cabeça eu voltara a tê-los! Podia salva-lo.
- Anjo, meu anjinho, aguenta aí dentro. Eu vou curar-te, vou trazer-te de volta.
Beijei-lhe a testa e pousei-o suavemente no chão. Levantei-me com pressa e voltei a cair, ergui-me novamente, fiz um movimento de mãos e, constatei felizmente, que as velas apareceram. Fui até a azul e abaixei-me.
- Ar, sopro da vida, comparece no meu circulo. - Chamei.
Limpei as lágrimas assim que senti o meu elemento presente, caminhei rapidamente para a vermelha.
- Fogo, que arde sem cessar, peço-te que fortalessas o meu circulo. - Uma linha dourada ligava a vela azul á vermelha, e seguiu-me até á verde.
- Água, pura e limpa, lava a tristeza comparecendo no meu circulo.
A linha uniu a vela verde e encaminhou-se para a castanha esperando a minha ordem.
- Terra, mãe do nosso corpo, concede-me a benção da tua presença.
Eu tremia quando cheguei a vela branca, e se não resultasse?
- Vida, nossa alma, comparece no meu circulo.
As lágrimas voltaram a cair dos meus olhos, conseguiria traze-lo devolta?
Agarrei a vela preta no centro e, como ás outras, acendia dizendo.
- Morte comparece ao meu circulo!
Um vento forte passou por todo aquele circulo e eu senti que iria cair.
- Tania não faças isso! - Gritou o meu irmão.
Ferrei o meu pulso e deixei algumas gotas de sangue cairem na terra. Com todo o poder que consegui reunir gritei.
- A sua força corre-me no sangue! A sua vontade vou moldar! Morre afasta-te da minha Vida! - Um brilho rodeou-me e seguiu para o Alec. - Vida fortalece aquele que precisa! Água limpa as impurezas! - Começou a chover muito. -Terra fortalece-o! Fogo cura-lhe os ferimentos! Ar, junta-te a Vida e sopra-lhe a alma.
Senti um fogo alastrar pelo meu corpo e queimar-me lentamente.
- AAAHH! - Gritei e caí de joelhos no chão.
Algo curtou o meu pulso e eu soube que tinha uma divida com os elementos. Arrastei-me até ao lado do meu anjo.
- Anjo?

Sem comentários:

Enviar um comentário

O mais simples dos comentários, dá força á autora para continuar a historia por mais um capitulo e com cada vez mais entusiasmo.
Só demora 1 minuto (e não faz o dedinho cair!) e alegra o nosso lindo e fraco coração = ) Se leu comente!
#Os insultos serão imediatemente eliminados#