10 junho 2013

Live without Life


Capitulo XXXIV

2 Meses depois

Espreguicei-me na cama e constatei que estava vazia. Levantei a sobrancelha, normalmente as minhas filhas já me teriam acordado...e o Alec?
- Dia de rio! - Murmurei.
Ergui-me, peguei na roupa e fui tomar banho. Depois de uma rapido banho, vesti uns calções de praia e uma camisola sem mangas, com o bikini por baixo. Saí e desci as escadas.
- Bom dia! - Cumprimentei toda a gente.
Fui até á cozinha preparei leite com cereais e comi. Ouvi alguém chegar a casa e senti o cheiro das minhas princesas, ao mesmo tempo que ouvi-a o seu riso. Lavei a louça e fui até á sala e baixei-me para lhes beijar a testa.
- Bonito deixar-me sozinha no dia de praia? - Brinquei.
- Fomos com o pai passear. - Disse a Kika.
- Á espera que acordasses. - Completou a Alex.
Sorri e beijei a bochecha do Alec e ele a minha.
- Bom dia. - Sorriu-me.
- Bom dia. - Virei o olhar para elas. - Vestir o bikini. - Disse-lhes.
Elas assentiram e fizeram o que lhes disse.
- Alguém quer vir? - Questionei. Negaram com a cabeça.
Suspirei.
- Seremos só nós. - Falei para o Alec.
- Não me importo. - Sorriu e beijou-me a mão.
Já estavam juntos como amigos á dois meses e ele cumprira o que disse, conquistar a minha confiança sem ceder. Foi complicado e quase que cedemos a meio mas precisavamos disso. Neste momento já voltamos a ser os amigos de antigamente.
- Vamos! - Virei os olhos para elas e seguimos para a garagem.
O caminho para lá foi silencioso, um silêncio confortável.
Assim que chegamos elas saíram do carro e sentaram-se na borda, eu tirei a camisola e sentei-me ao lado delas.
- Vou vos mostrar uma coisa. - Disse. Acendi um dedo e apontei-o para a água. A água ficou vermelha e começou a fazer bolhas. - Experimentem a água.
Elas colocaram as mãos na água.
- Está quente!
- É o b... - Caí dentro de água. Levantei-me e tirei o cabelo da cara. - Eu mato-te!
Ele riu-se e saltou para a água.
- Não resisti. - Voltou a rir-se.
Caminhei até ele e empurrei-o para debaixo de água.
- Idiota! - Ele puxou-me com ele e acabávamos por ir ambos ao fundo.
Agarrei-me a ele como se isso poupasse os meus calções.
- Como nos velhos tempos. - Falou.
Levantei o rosto para o insultar mas foi inevitável ficar enfeitiçada. Tanto tempo a desejar beijá-lo, aquele calor dele, o cheiro...estava tão próximo...
Ele passou um braço pela minha cintura e aproximou o rosto do meu.
- Posso?
Baixei o olhar até aos lábios dele e voltei a olha-lo nos olhos. Podia certo?
Assenti lentamente, ele puxou-me contra e com força esmagando-me contra ele, antes de colar os nossos lábios.
Suspirei contra os lábios dele e rodeei-lhe a cintura. O beijo estava cheio de paixão, saudade, felicidade e desejo.
Ele agarrou-me na mão e passou algo redondo pelo meu dedo.
- Aceitas? - Perguntou observando-me com dúvida.
Abracei-lhe o pescoço e assenti.
Ele girou-nos na água, enquanto me voltava a beijar.
- SIIIIIIMMMMM!
Alguém nos abraçou, afastei-me dele e olhei para as minhas princesas. Sorri mas depois arregalei os olhos.
- A roupa! - Peguei nelas ao colo e pousei-as na margem.
Todos se riram e eu fiz beicinho.
- Vamos, tirem a roupa e depois podem celebrar á vontade. - Pedi.
Elas tiraram os vestidos e saltaram para cima de nós.
- Estão juntos? - Perguntou a Alex.
- Sim princesa. - Disse e elas atiraram-se ao Alec.
- Boa, pai! - Disseram ao mesmo tempo.
Cruzei os braços e olhei-os desconfiada.
- Vocês planejaram isto?
Eles abriram um sorriso culpado. Esfreguei as mãos e aproximei-me.
- Ataque de cócegas! - Gritei enquanto as enchia de cócegas.
Elas riam-se muito e tentavam afastar as minhas mãos.
- Pará! - Pediam.
Parei quando elas já estavam completamente vermelhas. Afastei-me um pouco. Passou um pouco até elas voltarem ao normal e sorrirem.
- Vamos que querem fazer? - Perguntei.
- Vamos brincar. - Disse a Kika e agarrou a mão da Alex.
- Não se afastem! - Avisou o Alec.
- Ok pai!
Elas pegaram numa bola que trouxeram e começaram a jogar. Senti uns braços envolverem-me a cintura e uma cabeça pousou no meu ombro.
- Obrigado. - Sussurrou ao meu ouvido.
- Por? - Perguntei inclinando a cabeça para ele.
- Me fazeres, novamente, o homem mais feliz do mundo.
Abracei os braços dele com carinho.
- O prazer é todo meu. - Beijei-lhe o rosto com carinho. - Obrigado.
- Por? - Sorriu.
- Me fazeres a mulher mais feliz do universo.
Ele riu-se.
- Com todo o prazer.
Olhei para a minha mão onde estava lá novamente o anel. Mas não era o mesmo este não tinha nenhuma pedra, contendo apenas o símbolo do infinito.
Ele reparou.
- É simples, como o nosso amor. - Sussurrou ao meu ouvido. - O infinito, pois irá durar para sempre. - Explicou.
- És perfeito anjo. - Ele riu-se.
- Nem um pouco. - Acariciei a mão dele.
- Não discutas com mulheres, muito menos comigo. - Aconselhei.
Ele voltou a rir-se e apertou-me mais contra os seus braços.
- Eu amo-te.
- Eu também, nunca deixei de amar. - Garanti.
Ele virou-me o rosto e quando os nossos lábios estavam a milímetros...
- Mãe!
Afastei-me um pouco dele.
- Sim princesa?
- Joguem connosco! - Pediu a Kika.
- Claro. - Puxei o Alec comigo. Ele ficou ao lado da Alex e eu da Kika.
Ficamos boa parte do dia ali, entre brincadeiras e risos. Depois elas começaram a ficar cansadas, eu sequei-nos e fomos para casa.
- Gostaram deste dia? - Perguntou o Alec.
- Sim... - Disseram já meias a dormir.
Sorri e desviei o olhar para a janela. Observei-o o movimento das nuvens que não permitiam que o Sol fosse visto.
Ele estacionou em casa e elas saíram.
- Boa noite mãe, boa noite pai! - Falaram e caminharam para dentro.
- Estão mesmo cansadas. - Disse.
Caminhei até á mala e ajudei-o com as várias malas que levamos.
- Deixa que eu levo. - Disse-me.
- Eu sou capaz de carregar duas pastas. - Resmunguei.
- Eu sei. - Sorriu-me.
Caminhamos para dentro e fomos guardar as coisas. Eu lavei tudo o que tinhamos levado com comida e subi para dar um beijo ás minhas princesas.
- Durmam bem flores. - Desejei e beijei-lhes a testa.
- Boa noite mãe. - Desejaram a dormir.
Saí do quarto, silenciosamente, e entrei no meu. Dei de caras com um Alec a vestir umas calças de ganga.
- Vais sair? - Perguntei.
- Vamos. - Sorriu-me.
- Vou tomar um banho, não me demoro. - Agarrei num monte de roupa e entrei.
Tomei um rápido banho, penteei os meus cabelos e deixei-os soltos como sempre.
Peguei num vestido preto caicai com uma facha branca abaixo do peito, umas meias de rede, coloquei uns saltos pretos com picos e pus uns brincos curtos.
Saí e dirigi-me á mesa com a maquilhagem. Delineei os olhos com preto e coloquei gloss.
- Estou pronta. - Virei-me para ele.
Ele estendeu a mão para mim, eu, prontamente aceitei.
- Onde vamos? - Questionei.
- Ver o pôr-do-sol no parque, pode ser?
- Claro. - Respondi.
Descemos as escadas e fomos para a garagem, entramos no carro dele. Virei a cabeça para ele e fiquei a observá-lo.
- Vais-me distrair. - Brincou.
- Um acidente não nos mata.
- Não sei se és resistente a um acidente de carro. - Fulminei-o com o olhar.
- É claro que sou. - Resmunguei.
Ele riu-se e estacionou o carro, ambos saímos. Ele veio até mim e passou o braço pelos meus ombros.
- É um encontro? - Perguntei.
- Ainda estamos nessa fase? - Brincou.
- Definitivamente. - Brindei-o com o meu melhor sorriso.
- Há alguma coisa que me digas e eu recuse?
Abracei-o de lado.
- Isso é bom
Ele puxou-me para um banco por baixo da grande árvore do parque. Encostei-me ao peito dele, os seus braços envolveram o meu corpo e a cabeça reencostou no meu ombro.
- Podemos ficar assim sempre. - Sussurrou.
- Completamente.
Observei a sombra do Sol a desaparecer atrás das nuvens.
- Já vi melhores por-dos-sois. - Brinquei. - Mas este é o que gosto mais.
Ele riu-se.
- Não há muito por onde escolher neste sítio. - Beijou-me a bochecha. - Também gosto mais deste.
Ergui um pouco a cabeça, não havia muitas pessoas por ali, na sua maioria casais que não prestavam muita atenção às coisas a sua volta.
- Tenho uma coisa para ti. - Disse-lhe.
- Já tenho medo. - Brincou, bati-lhe no peito.
- Idiota. - Resmunguei. - Agora a serio. Tens de cuidar muito bem do que te vou dar.
Ele ficou serio e assentiu. Virei-me um pouco para ele e peguei-lhe na mão, abria e coloquei a minha por cima. Levantei a minha devagar, aos poucos um pequeno coração colorido e brilhante.
Ele olhou para mim curioso.
- Na minha, digamos religião, é tradição entregar o coração á nossa cara-metade, ao nosso tsu-ma irterto (N/A: companheiro eterno), quando sentimos aqui dentro. - Apontei para o coração. - Devemos fazê-lo. Os meus pais fizeram-no, ao mesmo tempo.
Sorri.
- Agora é teu, trata bem dele.
Ele olhava aquele monte colorido fascinado. Fechei-lhe a mão e sorri:
- Não e nada demais, só uma tradição. - Encolhi os ombros.
Ele levantou o olhar para mim e fintou-me.
- Posso ver mais uma vez? - Pediu.
Eu ri-me.
- É teu, cabe-te a ti vê-lo ou não.
- Como?
Sorri com o sorriso que ele tinha nos lábios. Agarrei na mão dele novamente.
- Pensa nele. - Disse-lhe. Abri-lhe a mão novamente e o coração apareceu.
Os olhos dele brilharam enquanto observava aquilo, depois abraçou-me.
- Obrigado. - Sussurrou ao meu ouvido.


Abracei-o e pousei a cabeça no seu pescoço.

- Não é nada demais. – Voltei a dizer.

- Para mim significa muito. – Afastou-me um pouco dele e beijou-me.

Suspirei contra os seus lábios, estava tão bem assim… Levantei-me e puxei-o para contra mim, abracei-lhe a cintura.

- Que foi? – Perguntou enquanto me rodeava o corpo.

- Nada. – Peguei-lhe na mão. – Vamos para casa? Ainda temos muito que fazer. – Sorri.

Ele riu-se.

- Vamos.

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