29 junho 2013

The Two Sides Of Apple - Cap.2 - The Vampires


O que eu vi naquela noite foi simplesmente a coisa mais aterrorizante que vi na vida.
Os dois garotos, os mais novos, arrancando a cabeça do senhor bêbado como se fosse um boneco e logo após acenderam o fogo sem nem se preocupar comigo, será que eles sabiam que eu ainda estava ali?
  Eu estava em estado de choque, não gritava e nem me mexia.
-O que fazemos com ela agora? -Disse o, agora mais velho, olhando para mim.
-Vamos leva-la a Carlisle, ele saberá o que fazer. -Disse o mais novo. E então eles vieram até mim.
Automaticamente dei um passo para traz 
-Não vamos machuca-la. -Disse o mais novo.
-Fale por você. -Disse o outro.
-Q-quem são vocês? -Gaguejei.
-Edward Cullen e Emmett Cullen. -Disse o mais novo dando de ombros, enquanto o outro rosnava. -Você vai ter que vir com agente.
O QUE? Ele estava louco, eu não ia com eles.
-Leva ela logo para dentro do carro. -Disse Emmett.
Eu fiquei desesperada, mas não demonstrei nada porém acho que ele viu o desespero em meus olhos. 
-Você não vai morrer. -Disse Emmett olhando em meus olhos. Era a primeira vez que ele deixava de ser grosso, aquela noite.
Acenei positivamente com a cabeça e fui atraz do mais novo, enquanto o mais velho me seguia.
Chegamos em um carro preto, no qual não consegui identificar qual era e então Edward abriu a porta de traz para mim.
Eu hesitei, mas entrei e Emmett se sentou ao meu lado. Edward seguiu dirigindo. 
Seguimos em silêncio.
Ao chegarmos em uma casa grande e aberta Edward parou o carro. Emmett, que mantinha as duas mãos fechadas em volta de meus pulsos desceu e eu fiz o mesmo. 
Entramos na casa, e por incrível que pareça ela parecia maior ainda por dentro.
Um homem novo, de cabelos um tom meio loiro-dourado e de blusa preta com mangas compridas apareceu descendo as escadas.
-Olá! -Ele disse tranquilamente.
-Carlisle,esta é a... -Edward se interrompeu ao perceber que não sabia meu nome. -Alice -Ele completou, quando eu pensei em dizer.
-Alice... Pois bem, o que ouve com a Alice? -Perguntou o homem cujo o nome deveria ser Carlisle.
-Ela nos viu matando... - Edward se interrompeu.
-Matando quem, Edward? -Perguntou Carlisle, com a voz mais firme agora;
-Aslan. -Edward confessou.
-Aslan não seria o.... -Ele se interrompeu.
-O próprio. -Disse Emmett.
-Ah meu Deus... E você, como está querida? -Carlisle perguntou olhando para mim.
-Eu estou bem... -Falei.
-O que faremos com você? - Ele perguntou a si mesmo.
E então eu tive uma visão.
-Edward vai... Me morder? -Falei colocando uma interrogação em minha voz como se eu não soubesse.
-Não.. Edward não ira te morder. -Ele falou calmo, mas parecia não entender...
-Sim, ele vai. Eu vi. -Falei tendo certeza do que estava falando. E então ambos me olharam incredulos.
-Você... Viu? -Perguntou Emmett. E eu dei de ombros.
-Sim. Ela vê. -Falou Edward.
-Como? -Perguntou Carlisle.
-Sei lá... Vejo coisas desde criança. -Confessei.. Sabe o engraçado? Eles foram as únicas pessoas que eu falei sobre isto. E eu nem os conhecia. -Mas não é sempre. -Continuei.
-E tudo acontece? -Perguntou Emmett.
-Nem sempre.. O futuro pode mudar. -Respondi -O que são vocês? -Perguntei.
-Nós não.. Não podemos dizer. -Falou Emmett.
-Eu acabo de dizer para vocês que vejo coisas e vocês não podem me dizer nada? -Disse incrédula.
-É uma regra. -Explicou Edward.
-Vocês mataram aquele homem como se ele fosse um objeto, vocês o despedaçaram e depois tocaram fogo. A mão do Emmett... Ela é fria, muito fria. E a sua... -Disse encostando minha mão na da Edward. -Também... A cor dos olhos de vocês são... Diferentes.. Podem me dizer, tudo bem. Um segredo, por um segredo. -Falei cruzando os braços.
-E qual seria o seu segredo? -Perguntou Edward.
-Digamos que eu não quero que as pessoas andem por ai dizendo que eu sou um tipo de... Bruxa, que prevê o futuro. Vocês são os únicos que sabem e... Eu nem sei porque contei a vocês. -Disse.
Ambos suspiraram. 
-Carlisle? -Perguntou Emmett.
-Desculpe, mas não podemos dizer nada. -Falou Carlisle.
-Tudo bem... Eu vou embora. -Falei saindo pela porta.
-Alice! -Ouvi Edward dizer enquanto descia as escadas da varanda.
-O que? -Perguntei me virando para ele.
-Você não sabe o caminho. -Ele disse com um sorriso malicioso.
-Eu encontro. -Disse friamente e comecei a andar novamente.
-Não acho que será muito fácil. -Falou.
-Gosto de coisas difíceis. -Falei ainda andando... Pude sentir Edward caminhando ao meu lado, pude ver pelo canto do olho que ele estava sorrindo.
-Então vamos nos dar bem. -Disse ele, ainda sorrindo. -Venha. -Ele disse segurando meu braço. 
Eu hesitei, sua mão era mais fria do que o gelo.
-Desculpe-me. -Disse ele.
Balancei a cabeça em concordância. 
Entramos no carro.
-Coloque o cinto. -Ele disse e eu o fiz.
Continuamos em silêncio por um tempo.
-Então você se considera uma bruxa? -Perguntou.
-Não quero falar sobre isto. -Respondi.
-Relaxa, vai ser nosso segredinho. -Ele sorriu novamente.
-Não, obrigada. -Falei.
-Ah que isso... -Ele falou, mas foi interrompido por minha outra visão.
 ''Segure ela, não a solte!'' Dizia uma voz, eu podia sentir meu corpo queimando, naquela visão.
Edward estremeceu ao meu lado.
-O que foi? -Perguntei depois que sai de meu estado de choque.
-Nada. -Ele disse e eu trinquei os dentes com raiva. Ele não me dizia nada.
-Olha, não precisa ficar com raiva. É melhor para você. -Ele disse.
-Sério? Ah, talvez.. Só talvez, você pudesse arrancar os membros de alguém, em um lugar vazio. -Falei indignada. -Falta muito? -Perguntei no mesmo tom. Queria ir para casa.
-Talvez você pudesse ouvir quando os outros dizem para não olhar para traz. -Ele disse. -Nçao, não falta muito. -Completou.
Estávamos ambos, irritados.
-Ótimo. -Disse por fim.
Fomos em silêncio pelo resto do caminho.
-Como você sabe onde moro? -Perguntei quando ele entrou em minha rua.
-Intuição. -Respondeu.
-Claro. -Ironizei. 
Fui abrir a porta do carro quando ele estacionou, mas ele puxou meu braço.
-Olhe... Me desculpe, ta legal? -Perguntou.
-Esquece. -Disse. -Tenho que ir. -Completei.
-Nos veremos novamente? -Perguntou.
-Acho que não. -Respondi irritada e abrindo a porta. do carro. -Você sabe que não vou desistir, não é? -Perguntei fechando a porta.
Enquanto eu andava em direção a minha casa, ouvi Edward respondendo a minha 'pergunta'.
-Eu sei que não. -E ele riu.

Quando cheguei a porta de casa, ouvi ele arrancar o carro.

Entrei em casa e meus pais estavam na cozinha.
-Você saiu quando? Não tínhamos visto. -Disse meu pai.
-Vocês nunca vêem, mesmo. -Diss e subi as escadas.

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Só demora 1 minuto (e não faz o dedinho cair!) e alegra o nosso lindo e fraco coração = ) Se leu comente!
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