06 julho 2013

Live without Life


Capitulo XXXV

Abri os olhos preguiçosamente, a claridade do dia estava-me a irritar. Levantei a mão que tinha nos cabelos dele e num movimento rápido, fechei a cortina.

Ele murmurou qualquer coisa e aconchegou-se mais no meu peito. Sorri e voltei a passar os dedos pelo cabelo dele. Tinhamos passado a noite quase toda em branco, a matar saudades um do outro, quando, finalmente, adormecemos já começava a amanhecer.

Pousei a cabeça no cabelo dele e depositei lá um beijo, ele remexeu-se.

- Anjo… - Chamei.

- Não me assemelho nem um pouco a um anjo. – Sussurrou.

Ele riu-se.

- A Kika e a Alex vão entrar por aquela porta não tarda nada. – Disse-lhe.

- Não vão não, eu subornei-as.

Eu gargalhei e abracei-o com mais força.

- Não tens emenda.

- A culpa é tua. – Acusou. – Pões-me tolo.

Levantei-lhe o rosto e beijei-lhe os lábios, ele sorriu contra os meus lábios.

- Vou tomar banho. – Anunciei e puxei o lençol para mim, enrolando-o á minha volta.

Ele virou-se de barriga para baixo e sorriu-me.

Entrei dentro da casa de banho e deixei o lençol cair e entrei para o chuveiro, a água morna logo relaxou o meu corpo e um sorriso parvo nasceu no meu rosto.

Estava com o homem da minha vida finalmente, pensei.

Fechei a água e sequei o cabelo, vesti-me e caminhei para fora do quarto. Ele encontrava-se sentado na cama com as costas na parede e o lençol a tapar-lhe apenas da cintura para baixo.

Tentei não pensar coisas impróprias e procurei a escova. Assim que a encontrei comecei a escovar rapidamente o monte de enriças que era o meu cabelo.

- Coure? – Virei-me ligeiramente com um sorriso nos lábios e percebi que ele me observava. – Deixa que eu faço. – Bateu no espaço a frente dele e levantou o braço.

Suspirei e caminhei até ele. Puxou-me pela cintura para que ficasse no meio das pernas dele de costas voltadas para ele, e pegou na escova começando a passa-la pelos meus cachos.

- Da última vez que estivemos assim tinhas as mãos nos meus ombros, estávamos a faltar as aulas e eu era secretamente doida por ti.

Ele riu-se e beijou-me o pescoço.

- Oh, eu lembro-me bem desse dia. – Ele afastou o meu cabelo e pousou a cabeça no meu ombro. – Tive que me agarrar a toda a minha força de vontade para não colar os nossos lábios.

Eu ri-me e fechei os olhos.

- Eu estava bem pior, praticamente a entrar em combustão.

Ele voltou a passar os lábios pelo meu pescoço.

- Devia de ter-te beijado nesse momento. – Sussurrou contra a minha pele.

- Talvez. Se calhar ter-mos-íamos afastado e isso não era bom.

- Tens razão, o que importa é que eu posso beijar-te, agora. – Dito isto ele puxou-me o rosto para um beijo apaixonado.

Virei-me para ele e sentei-me no seu colo, com uma perna de cada lado e enterrei os dedos no seu cabelo sedoso. Ele acariciou o fundo das minhas costas que não era coberto pela camisola.

Separamo-nos com leves beijos e colamos as testas.

- Já disse que te amo? – Perguntei.

- Podes dizer quantas vezes quiseres que nunca me vou cansar. – Sorriu-me. – Eu amo-te muito.

- Amo-te muuuiiitttoo. - Sussurrei

Ele riu-se e beijou-me a ponta do nariz. Empurrei-o levemente para que se deitasse e ele assim o fez. Deitei-me por cima dele com a cara escondida no seu, bem definido, abdómen. As mãos dele desceram até ao meu traseiro, repousando-as lá.

- Humm… - Cheirei-o. – Cheiras a mim.

Ele riu-se mas nada disse.

- Sabes do que tenho saudades? – Questionei enquanto apoiava o queixo no corpo dele.

Ele negou com a cabeça.

- Quando viemos para cá e tu sentias ciúmes do Ricardo. – Ri-me para afastar os maus pensamentos.

Ele faz uma careta.

- Não tenho saudades nenhumas. – Resmungou.

- Ficas tão fofo quando estás com ciúmes.

- Fofo?

- Sim, faz beicinho como se fosses uma criança. – Falei. - Um beicinho que dá vontade de beijar. – Acrescentei. – Depois os teus olhos ficam com um brilho diferente e tornas-te mais protetor, o que é tão irritante, mas tão querido.

- Querido? – Questionou e puxou-me para cima para que ficasse cara a cara com ele.

-E  fofo. – Disse-lhe e sorri.

Ele girou-nos, ficando por cima de mim e beijou-me o pescoço. Rodeei-o com os meus braços e andei de cima para baixo com as unhas. Ele chupou-me o pescoço e ficou a observar a marcar aparecer e desaparecer, com a mesma rapidez.

- Devia ficar aqui no teu pescocinho. – Disse-me ao ouvido. – Para mostrar aos outros que tens dono.

Eu ri-me.

- Tenho? – Perguntei num tom de desafio.

- Preciso mesmo de te provar? – Questionou.

Ele voltou a distribuir beijos belo meu pescoço e eu cravei, tentei pelo menos, já que a sua pele e como granito, nas suas costas.

- Tu é que tens dona. – Sussurrei. – E uma muito ciumenta.

Ele riu-se.      

- Eu sei. – Levantou o rosto e beijou-me os lábios. – Vou tomar um banho rápido.

Ele levantou-se, sem se importar com o facto de estar nu, e caminhou para a casa de banho.

Suspirei e levantei-me, troquei os lençóis e fiz a cama. Depois deixei o meu corpo afunda na cama e fiquei a olhar para o teto.

Senti uns olhos em cima de mim e virei-me para ele e sorri-lhe:

- Anda. – Convidei-o enquanto me sentava na cama.

Ele sentou-se a minha frente e eu virei-o puxando-o para mim, era tão bom estar assim com ele. Suspirei e enterrei o rosto no cabelo dele.

A alegria no meu peito parecia crescer um pouco mais a todos os minutos, era tão grande que eu pensava que ela não iria lá caber mais.

Ficamos assim um tempo, com ele encostado em mim e a passear as mãos pelas minhas pernas, enquanto eu brincava com o cabelo dele, depois tive uma ideia.

- Podíamos ir até ao parque. – Sugeri. – Digo todos, passávamos lá a tarde em família.

- Se quiseres.

Peguei no telemóvel em cima da mesinha de cabeceira ao mesmo tempo que lá caía uma mensagem da Alice:

                Alice: Já sei, parque! Daqui a 20 minutos estamos todos prontos.

Eu ri-me e respondi:

                Tania: Não existes, vou chamar a Alex e a Kika! Já descemos.

Pousei o telemóvel e beijei-lhe a bochecha.

- Vou acordar a Kika e a Alex para que se preparem. – Anunciei.

 Ele afastou-se e sentou-se na cama.

- Vai lá eu espero. – Sorriu-me e beijou-me.

Levantei-me e caminhei para fora do quarto, fui até ao quarto das minhas filhas que ainda dormiam.

Abri as cortinas, deixando que a claridade entrasse e beijei-lhes as bochechas.

- Acordem meus amores.

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Só demora 1 minuto (e não faz o dedinho cair!) e alegra o nosso lindo e fraco coração = ) Se leu comente!
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