26 julho 2013

Once Upon a Time

Capitulo 6
- As minhas irmãs estão apaixonadas pelos filhos do homem que matou os nossos pais, como é que tu queres que esteja?
- Eles não são como tu julgas.
- E quem te garante isso?
- Quem te garante o contrário?
- Os seus olhos dizem que não são, o mesmo que o seu pai.
- Os vossos olhos também dizem que não são fracas, e afinal.
- Afinal nada, por que razão não confias neles?
- Porque haveria de confiar?
- Para de me responder com mais perguntas!
- Alice, eles só estão a tentar ganhar a nossa confiança, para depois nos derrubarem.
- Custa-te assim tanto acreditar, que eles são de confiança?
- O que esperas Alice? A serio, o que é que ambas esperam? Que um dia eu me sente á mesa com pessoas que ajudaram a matar os nossos pais? Desculpa, mas vou lutar contra isso até ao meu ultimo suspiro.
- Bella, ainda não percebes-te que ele baba-se por ti?
- Perdão? Não desvies o assunto.
- Mas Bella, isto faz parte do assunto, é pelo facto de eles estarem apaixonados por nós, que eles ainda não fizeram nada.
- Queres que te diga o que eles querem? Eu digo-te. Poder, conquistar-vos.
Suspirei e endireitei a minha coluna.
- Acabou a discussão. Eles não vão conseguir separar-nos, porque eu não o vou permitir.
- Olha Bella, a este passo, tu vais acabar sozinha, porque eu e a Rose amamos o Jazz e o Emmett, e nós temos a certeza que o sentimento é mútuo
Ignorei o seu comentário.
- Voltaremos a tratar deste assunto, quando estivermos as três juntas. Até lá, tenta garantir que nenhum deles cruza o meu caminho, todos sabemos como é o meu temperamento.
- Okay mana, mas por favor, não lhes digas nada.
Ela saiu e eu voltei a trancar a porta. Mais uma vez a mascara, caiu e as minhas pernas fraquejaram-me levando-me de encontro ao chão.
Peguei na minha espada e passei os dedos pela gravura dela. Vi os meus olhos sem brilho sem felicidade sem vida.
Porque é que eu tinha de acreditar tanto no valor do ser humano? Tinha mesmo de os ter deixado viver?
Embora a resposta estivesse na minha cara, eu não a via.
Levantei-me e guardei a espada. Chega de lamechices, não é assim que vou resolver alguma coisa.
Saí e fui pelos corredores até encontrar a sala de música, para onde eu ia sempre que queria desanuviar a cabeça.
Sentei-me ao piano e deixei os meus dedos passearem livremente pelo teclado
Eu não tocava nada em especial, apenas, queria relaxar e o piano, sempre me ajudou.
Lembro-me quando me sentava a beira da minha mãe, e ela carinhosamente me ensinava a tocar.
Uma lágrima começou a escorrer pela minha face com essa simples lembrança.
Rapidamente, a limpei.
Ouvi palmas e virei-me, preparada para matar alguém.
- Toca muito bem, majestade.
- Não lhe disse para desaparecer?
- Bem eu trabalho, aqui portanto não posso.
- Poderia evitar chamar a minha atenção.
- Eu ouvi o piano, fiquei curioso e vim ver quem estava tocar.
Bufei:
- Já viu quem era saia, enquanto pode.
Ele veio até a minha beira e sentou-se.
- Acho que precisamos de falar, princesa.
Eu estava a preparar-me para pegar na minha espada, mas algo dentro de mim não deixou que isso acontecesse.
- Eu não tenho nada para falar consigo.
- Acho que temos.
- Não imagino qual seja o tema.
- Tem a certeza? Algo que envolve os meus irmãos e as suas irmãs? - Tentou.
- Então, e o que tem para dizer?
Virei-me de frente para ele, enfrentando o seu olhar verde.
- Porque não nos da uma hipótese de provarmos que realmente, somos diferentes?
- Porque haveria?
- Porque nós não somos como o nosso pai desejava
- Porque haveria de acreditar?
- Porque, nós nunca fomos como ele, sim o Emmett tem o corpo de um bárbaro, o Jasper tem a mentalidade de um soldado e eu, o sentido de liderança, eu falo por mim quando digo que eu nunca quis ir para batalha.
- Continuo sem ver, por que hei-de acreditar em vocês.
- Se não acredita nos meus irmãos, não posso fazer nada, agora se não acredita em mim, isso já me ofende, porque se vir bem, se eu quisesse, de todas as vezes que já falamos, eu podia tê-la atacado há muito tempo.
- Não creio que seja burro.
- Vou tomar isso como um elogio, princesa, não há nada que eu e os meus irmãos possamos fazer para ganhar a sua confiança?
Haveria alguma coisa, pensei.
- Bem, vocês tinham que começar por trabalhar na cozinha.
Ele levantou uma das sobrancelhas.
- Perdão?
- Sim, trabalhar na cozinha.
- E como é que isso prova que somos de confiança?
- Pelo facto de não envenenarem a comida.
O riso dele ecoou pela sala.
- Não vejo qual e a graça. - Resmunguei.
- Diz que não confia em nós, mas esta a dar-nos um voto de confiança.
Corei com a afirmação dele.
- Bem vocês têm que começar por algum lado.
- Não é tão dura como deixa transparecer.
- Eu apenas tento ser uma boa líder.
- Eu sei que, irá dar uma chace aos meus irmãos
- Não, eu estou a dar uma oportunidade para eles demonstrarem, que merecem uma chance com as minhas irmãs.
- Eu falei com eles, e eles gostam mesmo delas. Não a irão desapontar.
- Espero bem que não.
Ele pegou-me na mão e levou-a aos lábios.
- Obrigado, majestade.
Senti um arrepio mas estranhamente não foi de nojo.
 - Não tem de quê.
Ergui-me e ele fez o mesmo, por momentos ficamos a olhar um para o outro.
- Espero não me arrepender. - Falei.
- Não irá. - Respondeu.
Reparei que ele ainda segurava a minha mão.
- Agora pode ir avisar os seus irmãos, e podem ir indo para a cozinha.
Ele também percebeu que ainda segurava a minha mão e soltou-a lentamente.
Fez uma vénia, e com um sorriso no rosto saiu da sala.
Eu sentei-me, porque aquele sorriso fez-me ficar tonta, assim como os seus lindos olhos verdes
Eu, definitivamente, estou a ficar maluca.
Ele, não sei como, parecia sempre falar verdade, mas eu tinha que ter provas em como ele era de confiança.
Virei-me para o piano e fechei os olhos, por momentos.
Deixei os meus dedos tocarem nas teclas livremente, mais uma vez, tentei concentrar na música, mas à minha cabeça vinham sempre um par de esmeraldas, e um sorriso torto que me deixava confusa.
Brutamente, parei a melodia.
- Eu. Não. Posso.
- Mana? - Disse a Rose enquanto entrava e se dirigia a mim. - Não podes o quê?
- Discutir mais.
- Mas discutir com quem?
- Vocês, minha irmã.
Fiz-lhe sinal para que se sentasse ao meu lado.
- Que bom, e então e vais deixar os gatos em paz?
Revirei os olhos e peguei-lhe nas mãos.
- Falamos ao jantar, todas juntas.
- Okay. Mudando de assunto já dá para ver que tu o olhaste.
- Perdão?
- Sim, eu passei por ele e vi um brilho nos seus olhos, e um sorriso parvo na cara, mana tu encantaste-o.
- Eu?
- Sim tu.
Pus-lhe a mão na testa.
- Sentes-te bem mana?
- Sinto-me ótima. Porque perguntas?
- Acho que estas com gripe, irmã.
- Porque não admites que ele gosta de ti, porque não admites que há algo entre vocês?
- Porque não há mana.
- Há sim tu é que não vês, ou se calhar não queres ver.
- Tu e a Alice! - Resmunguei. - Estivemos apenas a falar sobre vocês
- Pois e depois ele beijou-te a mão, mas tu nem recuaste e quando ele saiu, tu voltaste a sentar-te, sim eu vi.
Ergui uma sobrancelha.
- Educação, fiz a mesma coisa ao príncipe Mike
- Mas com o príncipe Mike os teus olhos demonstraram indiferença, e até mesmo nojo. Agora quando o Edward está por perto, os teus olhos parecem chamas brilhantes.
- Devo chamar o curandeiro?
- Para quê?
- Estas a delirar mana.
- Tu não te estás a acreditar, mas vais ver, não há-de faltar muito para as criadas do castelo ficarem derretidas ao vê-lo, e quando isso acontecer e tu ficares com vontade de as matar, vais perceber que eu tinha razão.
- Que dramática, maninha
- Isso dizes tu agora.
- Bem, vamos parar com esta conversa e vamos jantar?
Seguimos pelos corredores para a sala de jantar
- Manas, estava a ver que não. Estou a morrer de fome. - Resmungou a Alice, sentada no seu lugar.
Sentei-me e vieram servir-nos o jantar.
Apareceram eles com as travessas juntamente com mais duas criadas, pousaram a comida na mesa e ao retirarem-se vi uma delas a olhar o Edward de alto a baixo.
Olhei para a Rosalie e sorri-lhe.
Ela olhou para mim e parecia que me estava a reprovar.
- Acho que precisamos de conversar, irmãs.
- E qual será o tema da conversa? - Perguntou a Alice, bebendo um gole de água
- Não me digas que não sabes.
- Não sei mesmo, Rose, tu sabes?
- Eu sei.
- Temos de conversar sobre uns certos rapazes.
- Bem, e quem são os sortudos?
- Deusa! Nem digas a ninguém que és minha irmã! – Resmungou a Rosalie.
- Jasper e Emmett, diz-te algo?
Ela deu um salto da cadeira e soltou um grito ao mesmo tempo. Ouvimos uns passos largos e rápidos vindos da cozinha.
Entraram dois empregados com facas na mão, levantei-me num salto, pegando na minha espada.
Pela outra porta, entraram 5 guardas armados.
- Calma não se passa nada podem sair todos. - Disse a Rose
- Peço desculpa, entusiasmo a mais. - Disse a Alice completamente corada e sentou-se direita na cadeira.
Todos aguardavam as minhas ordens, pois eu ainda continuava com a minha espada no ar. Os guardas tinham as espadas e flechas apontadas ao Emmett e ao Jasper.
- Bella, diz-lhes que está tudo bem! Ordena-lhes que baixem as armas. – Pediu a Rose desesperada.
O Edward empurrou-os a ambos, colocando-se a sua frente. Assim que eles baixaram as facas, eu baixei a minha espada.
- Podem sair.
Os guardas retiraram-se, mas aqueles três continuaram ali especados.
- Está tudo bem? - Perguntou o Jasper olhando para a Alice.
Antes que ela respondesse, bati com a mão na mesa.
- Saiam! – Ordenei.
Eles nem piaram simplesmente, obedeceram e eu voltei a sentar-me.
- Tinhas de ser tão dura? - Questionou a Lice.
- Não gosto que me desobedeçam. E não tens de que te queixar, salvei-os, não salvei?
- Sim. - Disse ela de cabeça baixa.
- Também, como ele apareceu aí sim, tinhas que salvar os três. - Comentou a Rose.
Fintei o meu copo e respirei fundo, acalmando-me.
- O que foi aquilo
- Então, para tu os meteres na cozinha, significa que estás a confiar neles, e vais-nos deixar estar com eles, certo?
- Significa, apenas, que eu tenho bom coração, e os estou a deixar provar que merecem confiança.
- E vais deixar que eles estejam próximos de nós?
- Deixa-me falar. - Pedi.
- Okay, então fala por favor, não aguento mais.
- Não, não têm autorização para estar com vocês. Deixa-me acabar! Talvez, daqui a algum tempo, se eu começar a confiar neles.
A Alice ganhava um sorriso parvo na cara, e os seus olhos pareciam que podiam iluminar o reino inteiro.
Revirei os olhos e olhei para ambas, uma de cada vez.
- Não chamem a atenção, ok? A última coisa que preciso e uma rebelião.
- Obrigada mana, e só para continuarmos a nossa conversa positiva, então e o Edward, não sei porque disfarças.
- Isso não e, propriamente, uma conversa positiva. - Resmunguei.
- Vês? Já não sou só eu a achar. - Disse a Rosalie.
- E se duas dizem então é porque é, conta lá de 1 a 10 a vontade de quereres matar a empregada que olhou para ele?
- 0 - Respondi seriamente.
- Será que nunca te disseram que é feio mentir? - Disse a Rose com um sorriso.
- Mas eu não gosto dele.
- Isso diz a tua cabeça e o que diz o coração? Já o deixaste expressar-se sobre ele? - Perguntou a Lice olhando-me com cara de séria.
Endireitei-me na cadeira.
- Se quiserem que eu sinta ódio, pelos três, eu posso deixar o meu coração expressar-se.
- Por que razão não vês que ele fica diferente quando te vê, e vice-versa, mana porque não admites que ele te encantou, assim como tu o encantaste a ele? - Falou a Alice.
- Graças á deusa, ainda bem que não fui a única ver isso. - Falou a Rose que se encostou para trás na cadeira.
- Digam assim, vocês querem tanto a minha aprovação ao vosso namoro, que me juntaram a um deles.
- Nós não, o teu coração é que se juntou ao dele mana. Só tu é que não vês.
- Eu, ele, todos.
- Ele vê sim e nós também. - Disse a Alice pousando o garfo.
- Não creio. - Sorri.
- Acredita eu já te disse como ele reagiu, portanto isso faz de ti a única a não ver.
- Quero provas. - Disse na brincadeira.
- Okay, tu queres provas, nós vamos arranjar-tas e para muito breve.
Revirei os olhos e terminamos de comer.
- Bem, estas conversas sem sentido, deixam-me sonolenta, por isso vou dormir, boa noite manas.
- Um dia vais-nos dar razão! - Resmungou a Alice.
- Duvido muito, durmam bem.
Caminhei pelos corredores em direção ao meu quarto.
Abri a porta e reparei que alguém estava la dentro, levei a mão a espada, e dirigi-me ao forasteiro.

- Quem és?





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