25 agosto 2013

The Hunter


Capitulo 3

Entrei no Porsche e dirigi para casa, a minha cabeça estava cansada de ter passado o dia todo a pensar naquela marca, podia ser apenas imaginação minha. Que faria um deles no mundo dos negócios humanos?

Passei a mão pelos meus cabelos com frustração, vou averiguar isto melhor. Inconscientemente, a minha mão voou para o meu pulso e eu repreendi-me mentalmente por tal ter acontecido.

Estacionei na garagem e saí rapidamente, caminhei para dentro de casa, firmemente, o barulho dos saltos ecoou pela mansão.

- A reunião correu bem, menina?

- Sim Paige. – Dirigi-me às escadas. – Não precisas de fazer jantar para mim, vou sair. – Avisei e comecei a subir as escadas.

Protetora como ela é e conhecendo-me como conhece, seguiu-me.

- Encontrou alguma pista? – Questionou.

- Talvez. – Disse abrindo a porta do meu quarto.

- Devia de descansar, á dias que não dorme uma noite completa.

Encolhi os ombros, desprendi o cabelo e tirei os sapatos.

- Não preciso de dormir tanto como vocês, passo perfeitamente sem as vossas 8 horas de sono.

- Mesmo assim, menina…

Afastei o móvel e empurrei a parede, entrei dentro daquele pequeno compartimento e atirei a roupa que tinha vestido para o chão. Troquei para umas calças de pretas de couro e uma camisola de alças preta, peguei em tudo que precisava e saí.

- Á coisas mais importantes que dormir, Paige. Desde que me conheces que penso assim, porque mudaria agora?

- É tão casmurra como o seu pai. – Falou e eu apertei a mão em volta da arma que estava a carregar.

- Já te pedi para não falares neles. – Resmunguei.

- Desculpe menina, eu sei que ainda lhe dói, foi sem pensar.

- Fazes-me o favor de me chegar alguma verbena?

Ela suspirou e foi busca-la ao outro lado da mansão. Fechei os olhos por um momento voltando a sentir os braços protetores do meu pai á minha volta e o riso da minha mãe.

Mas da mesma maneira que as lembranças apareceram, desapareceram. Empurrei-as com toda a minha força para um canto do meu cérebro. Toquei no meu pulso com raiva e agarrei em duas espadas embrulhando-as nas minhas folhas de verbena.

Guardei-as nas minhas costas e peguei em algumas bombas colocando-as á cintura, calcei as minhas botas e guardei lá duas navalhas. Agarrei em duas armas e guardei-as, também, no cinto preso á minha cintura.

O cheiro de verbena preencheu o meu quarto, quando a Paige entrou na divisão com três ramos.

- Preciso que me faças uma coisa, mas não podes fazer perguntas. – Falei.

- E o que será?

- Descobre onde o empresário, Jasper Hale, está alojado. – Pedi. – Sem perguntas. – Repeti.

Ela olhou para mim a procura de qualquer indício do por quê de eu estar a pedir aquilo.

- Tudo bem. – Disse e pousou os raminhos em cima da minha mesa.

Não olhei para ela, concentrei-me apenas em fazer a água com aqueles pauzinhos. Coloquei-os dentro de dois frascos e o terceiro dentro de um copo, todos com água.

Despejei o conteúdo dos frascos numa bolsa especial para as espadas, e pu-las atrás das costas.  Agarrei no copo e bebi tudo num gole, fazendo a minha garganta arder.

Peguei na minha peruca de cabelo curto e coloquei-a, pondo a cara, algo que eu achava ridículo mas iria usar desta vez, uma mascara.

- Aqui está a morada. – Falou. – Mascara?

- Ele não me pode reconhecer, e eu só vou averiguar se ele é mesmo um vampiro. – Expliquei.

- Aí está o que me estava a esconder, menina tenha cuidado. – Pediu.

- Eu tenho sempre Paige, não sou assi tão fácil de matar quanto julgam. – Disse com orgulho e calcei umas luvas. – Agora deixa-me ver a morada.

Estendi a mão e li o pequeno papel.

- Tão perto daqui? Até posso ir a pé. – Falei e acenei-lhe. – Não esperes por mim.

Corri até a janela e saltei sem pensar duas vezes, antes de aterrar graciosamente no chão, pude ouvir a Paige a lançar-me todo o tipo de pragas pelo susto.

Escondi-me nas sombras da noite e corri, corri veloz demais para ser vista pelos humanos que ainda andavam na rua, mas demasiado lento para não chamar a atenção de seres sobrenaturais.

Ao chegar ao hotel, caminhei para as traseiras, tinha cerca de 30 andares e ele estava no 25º nada demais. Agarrei-me a parede com dificuldade e comecei a escalar rapidamente. Não podia ser vista, embora o preto da minha roupa me tornasse quase invisível aos olhos dos humanos, havia muitos outros seres por aqui e eu não podia ser notada por eles.

Assim que cheguei a primeira janela do 25º andar, arrastei-me devagar até á do empresário. Agarrei-me com uma mão e puxei a janela com a outra, entrando de seguida.

Cheirei o ar com cuidado e senti o cheiro de água quente e shampoo, deve estar no banho. Aproveitei para procurar por algo que o comprometesse, mas não havia nada. Nem um único sinal que aquele homem, podia ser um vampiro, ouvi a água ser fechada e uma porta aberta.

Saltei para o teto e rastejei até um canto, ocultando-me na sombra. Ouvi o som de tecido a mexer e esperei que ele aparecesse na sala, de preferência que se colocasse num ângulo em que lhe pudesse ver bem a marca.

O homem loiro saiu do quarto e caminhou, de costas para mim até á televisão e ligou-a. Sentou-se e sorriu.

- Se quer saber se tenho ou não marca basta perguntar. – Falou.

Arregalei levemente os olhos ao perceber que ele sabia que eu estava ali e saltei para o chão. Ele no início não se mexeu, mas assim que eu movi o primeiro musculo ele estava á minha frente com os olhos azuis a transbordarem ira.

Levantei o rosto num desafio mudo e levei os olhos ao pulso dele, tapado pela camisa. E o desgraçado riu-se da minha cara, fechando a mão há volta do meu pescoço com força.

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O mais simples dos comentários, dá força á autora para continuar a historia por mais um capitulo e com cada vez mais entusiasmo.
Só demora 1 minuto (e não faz o dedinho cair!) e alegra o nosso lindo e fraco coração = ) Se leu comente!
#Os insultos serão imediatemente eliminados#