15 setembro 2013

The Hunter


Capitulo 4

Ele levantou-me no chão, juntei as pernas e chutei-lhe a barriga com força. Devido ao impacto que ele não esperava, cambaleou para trás e soltou-me.

Respirei fundo para restaurar o ar que me faltou e agarrei uma das minhas espadas.

Ele riu-se.

- Caçadora de vampiros? – Ele aproximou-se e eu preparei-me para lhe cortar a cabeça.

- Quieto. – Ordenei em posição de ataque.

Num piscar de olhos ele agarrou-me a espada e gritou, fazendo-me rir.

- Vampiro estupido. – Resmunguei.

Ele encarou-me com um sorriso sombrio no rosto e puxou-me o braço direito com força. Eu tentei puxá-lo de volta mas ele prendeu-me com a grande força dele e tirou-me a espada com violência.

Rasgou-me a manga com um movimento e encarou a meia-lua vermelha no meu pulso, que ao contrário das outras, não estava preenchida.

Bati-lhe com o cotovelo esquerdo no pulso e ele soltou-me.

- Au! – Disse ironicamente, depois recompôs-se. – Hibrida. – Observou.

- Vampiro! – Disse com um falso tom de surpresa. – Podemos passar á frente a parte em que estamos surpreendidos, e avançar para a parte em que ficas sem cabeça?

O riso dele ecoou pelo comodo.

- Ainda não baixinha. – Ele andou a minha volta numa velocidade sobre-humana. - Uma hibrida que mata vampiros, interessante. – Ouvi-o dizer, peguei na minha arma e pus-me em posição de ataque.

Num movimento, que não consegui prever, voei em direção á parede que continha um vidro, parti-o com violência e senti algo trespassar-me o estômago.

Levantei-me com alguma dificuldade e puxei o vidro com força, ferrando o lábio para não soltar nenhum som de dor.

- Que original. – Resmunguei e limpei o sangue das minhas mãos às calças.

Agarrei a arma que tinha caído e disparei contra ele, a bala passou-lhe pelo meio do braço e ele rosnou de dor.

- Sua… - Ele correu para a minha frente e agarrou-me o cabelo com força. – Não devias ter feito isso.

Levantei a perna e tentei chutar-lhe as pernas, mas ele agarrou-me a perna e espetou as unhas nela.

Soltei um gemido de dor baixo e ele curvou os lábios num sorriso trocista. Empurrou-me contra a parede e tentou puxar-me para cima pela peruca, que ficou na mão dele, dando-me espaço para lhe espetar uma faca bem fundo no pescoço dele.

Ele largou-me com um grito, animalesco, de dor. Caminhei o mais rápido que conseguia para a janela, maldita a hora em que não vim de carro! Quando me preparava para saltar, fui atirada na direção oposto e uma dor lancinante percorreu a minha perna, estava partida, só podia.

- Devias ter-te mantido longe dos assuntos que não te dizem respeito. – Falou puxando-me os cabelos para que ficasse em pé.

Bateu-me no rosto com força e senti o gosto de sangue na minha boca, ao mesmo tempo em que o lado esquerdo começava a arder. Virei o rosto para ele com os olhos a arder de raiva, cuspi-lhe sangue para o rosto, que ardeu um pouco.

Ele riu-se e passou os dedos pelo meu pescoço.

- Normalmente, prefiro beber, daqui. – Fez pressão numa veia.

Estiquei a mão para alcançar uma das minhas bombas de verbena. Tirei-a com um pouco de dificuldade, devido a dor, e atirei-a contra a cara dele.

Alguns pedaços bateram contra o meu corpo, causando-me uma ardência incomoda, mas assim que me vi livre dos seus braços, corri o mais rápido que o meu corpo fraco permitia e saltei pela janela.

Caí de joelhos no chão sem força e tossi um pouco de sangue. A dor era tanta que pensei que não conseguiria mover-me, todas as partes do meu corpo aclamavam por sangue, mas ao ouvir passos lá em cima, levantei-me e corri o mais que conseguia.

Felizmente, não estava longe de casa e mesmo com os tombos que dei, consegui chegar viva.

- PAIGE! – Gritei roucamente, a minha visão começava a torvar-se. – PAIGE!

Ela apareceu a correr pelas escadas.

- Alice! Menina! – Ele correu o mais possível depressa até mim e assim que chegou a minha beira, o meu corpo tombou sem forças sobre o dela.

- San…Sang…Sangue….pre…preciso…de…san…sang…sangue. – Gaguejei sem força. – Ele…ve…vem…ai.

Ela arrastou-me com dificuldade até ao sofá e estendeu-me o pulso.

- Morda. – Ordenou, afastei-a com dificuldade.

- N…Não…oss…saaa…saccoo…sacoos… - Resmunguei.

- Menina morda, precisa de mais energia para lutar. – Ao longe ouvi um carro e não hesitei em morder-lhe o pulso.

O sangue correu para a minha boca rapidamente e eu senti as minhas feridas começarem a sarar. Afastei o seu pulso com força e segurei-a para não cair.

Ergui-a sem dificuldade e escutei atentamente os passos perto de nossa casa, ele estava cá.

- Corre para a sala de metal e não saias de lá nem que eu grite para que o faças. – Pedi.

- Menina… - Começou.

- Agora! – Ordenei. – Eu tenho de ir buscar as minhas armas.

Assim que falei usei a minha velocidade sobre-humana, algo que só fazia quando ia a caça de vampiros, subi para o quarto e agarrei um saco de sangue.

Enquanto bebia para me dar força, agarrei em novas espadas e desci ao mesmo tempo que ouvi um estrondo. Ele entrou.

Agarrei na espada e coloquei-me numa posição de ataque no meio da sala. Estava atenta ao som dos passos dele. Senti movimentação no meu lado esquerdo e atirei-me para lá mas o bastardo fugiu.

Senti algo bater-me contra a face e rodei duas vezes no ar, antes de cair e bater com a cabeça, com força na mesa de vidro da sala.

- Au! – Resmunguei e levantei-me. – Vou-te fazer engolir aqueles pedaços.

Passei-lhe a espada no braço e ele gritou, aproveitei para lhe chutar a barriga com força, ele voou um pouco para trás, o suficiente para lhe atirar uma bomba de verbena.

- Estás na minha casa agora. – Sussurrei e agarrei uma arma.

Ele olhou para mim, olhos vermelhos e as presas saídas para fora.

- Isto significa que já não vamos fechar negócio? – Perguntou com ironia na voz.

Agarrou num dos pedaços de madeira ao lado da lareira e mandou-mo com força e eu saltei por cima. Foi o suficiente para que ele me prendesse a garganta.

- Vais-me dizer tudo o que sabes. – Rosnou.

- Eu não te digo nada. – Disse sem fôlego e ele aproximou o meu rosto do seu.

- É uma pena que te tenha de matar da maneira mais dolorosa, sempre quis provar o sangue de um hibrido. – Sussurrou perto do meu pescoço.

O hálito dele arrepiou-me a pele e num acesso de fúria, que aumenta sempre a força, e dei-lhe com o cabo da espada na cabeça. Ele soltou-me e andou uns passos para trás.

Aproveitei para saltar e chutar-lhe a cabeça, ele voou alguns metros no ar e caiu ao lado da porta.

- Eu volto. – Rosnou e desapareceu.
 
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Desculpem não ter postado ontem, mas postamos Serial Killer Love Game *-*
Fiquem aí porque vou já já postar a nova fic do blog

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