06 outubro 2013

Live without Life


Capitulo XXXVI – Parte 2

- Eu vou casar. – Repetiu.

Eu olhei para ele.

- É, serio? – Questionei, ainda achava que era uma brincadeira. – Vais mesmo, casar?

- Hum…sim? Eu pedi a Jane em casamento e ela aceitou.

Eu respirei fundo e sorri, abraçando-o.

- Parabéns, mano.

Ele abraçou-me.

- Pensei que não ias gostar. – Admitiu.

- Achas mesmo? Eu quero ver-te feliz, além disso era o que os pais iam querer que fizesses. – Beijei-lhe a bochecha e bati-lhe com a mão na cabeça.

- Ai!

- És idiota? Eu ia ficar chateada por seres feliz?

Ele riu-se.

- A serio, como tu pensas que essa…cerimónia não vale apena sem eles…

- És um idiota. – Murmurei. – Se a decisão de faz feliz eu não me oponho, mesmo tendo a minha opinião. – Disse, seria.

Ele beijou-me a bochecha e girou-me no ar.

- És a melhor irmã do mundo, sabias?

- Claro que sabia. – Brinquei.

Ele beijou-me a testa e sorriu.

- Vamos para casa.

Eu assenti e peguei na mão dele, corremos para casa enquanto nos riamos da estupidez do pensamento dele.

 

Mais tarde….

 

- E se seguíssemos o exemplo da minha irmã e do Ian? – Perguntou o Alec, abraçando-me contra o peito dele.

Pousei o rosto no pescoço dele e sorri.

- Eu não gosto de casamentos. – Respondi.

- Isso é um não? – Perguntou tristemente.

- É um não precisamos disso para ficarmos juntos. – Levantei o rosto e fintei o dourado dos olhos dele.

- Como quiseres. – Falou o colocou-me um caracol atrás da orelha.

Conseguia detetar a desilusão e tristeza no olhar dele, o que me pariu o coração. Passei os dedos pelo rosto dele.

- Oh meu anjo, não fiques triste. – Pedi. – É só que… - Suspirei. – Não tem haver contigo, a serio. – Falei.

- Então? – Questionou beijando-me a mão.

- É que…eu sempre considerei o casamento uma festa de família, e, com os meus pais mortos não vejo razão para subir ao altar, sem ele a acompanhar-me.

Ele tocou-me na face com carinho e beijou-me os lábios.

- Compreendo. – E abriu um lindo sorriso. – Mas não vou desistir de te enfiar uma aliança no dedo, nem que seja sem cerimónia.

Revirei os olhos e sorri.

- Isso não vai acontecer. – Falei. – Hum…o casamento é algo importante para ti?

- Só mais uma maneira de dizer que te amo.

- Eu amo-te. – Disse.

Ele riu-se baixo e abraçou-me a cintura.

- Eu sei. – Pousou a testa na minha. – Eu vou convencer-te a aceitar.

- Teimoso. – Sentei-me na cama e puxei o lençol contra o meu corpo. – Preciso de um banho, queres fazer-me companhia?

Ele passou os olhos pelas caminhas costas nuas, pelo menos por aquilo que não era tapado pelo cabelo. Bati-lhe no braço com um sorriso no rosto.

- Não sejas tarado Alec Cullen.

- Tarado? – Perguntou com um sorriso malicioso e puxou-me de volta para a cama.

Eu deitei-me ao lado dele, espalhando o cabelo pela travesseira, ele beijou-me o pescoço e ficou meio por cima mim.

- Tu é que ficas assim, linda a minha frente e eu é que sou o tarado?

Pequenos choques passaram pelo meu corpo e eu passei os dedos pelas costas dele.

- Sim, és um completo tarado.

- Eu mostro-te quem é o tarado. – Falou e puxou o cobertor para cima de nós.

Aconcheguei-me nos braços dele e cheirei o pescoço dele.

- Anda tomar banho comigo. – Pedi.

- Devias descansar um pouco. – Falou.

- Vais-me fazer pedir por favor? – Questionei.

Ele riu-se.

- Esta bem casmurra, vamos lá. – Eu sorri e saltei da cama.

 

Alguns dias depois….

 

Sentei-me na cama e pus-me a pensar na melhor maneira de falar com ele. Senti as mãos arderem com nervosismo. Merda, está a demorar tanto tempo!

Deixei duas chamas aparecerem nas minhas mãos, pelo menos gastava energia e pensava noutra coisa.

- Planeias deitar fogo á casa, linda? – O Alec apareceu á minha frente e beijou-me os lábios.

Instantaneamente, fechei as mãos fazendo o fogo desaparecer.

- Não. – Corei. – Só estava a gastar um pouco de energia. – Admiti.

Ele sentou-se de frente para mim com um sorriso torto nos lábios.

- Querias falar comigo?

- Sim. – Respondi e olhei para o raminho de sálvia que voltara a queimar. – Mas não te passes sim?

Ele ficou sério e fintou-me.

- O que é que aconteceu?

- Nada! É que eu tenho pensado numas coisas que quero experimentar. – Falei nervosamente.

- Porque é que eu acho que não vou gostar?

- Talvez não penses como eu! – Resmunguei e ele pegou-me no queixo, fazendo-me fintar o seu olhar.

- Fala comigo, linda.

- Primeiro, sabes que eu e o Ian comunicamos por pensamento, certo?

- Sim… - Disse desconfiado.

- Eu gostava de te ensinar, é tão fácil como respirar e agora com aquela viagem idiota até Paris, só de raparigas, para ir fazer compras, precisamos de um meio para falarmos.

Ele suspirou aliviado.

- Eu pensei em mil coisas piores, sabias? – Sorriu-me. – Adorava estar dentro dessa cabeça, linda.

Revirei os olhos e decidi deixar a outra conversa para mais tarde.

- Já não sei se gosto da ideia de te ter aqui dentro. – Menti.

- Não veria nada que tu não quisesses.

Sorri e beijei-lhe os lábios com carinho.

- Eu sei, anjo. – Rocei os nossos narizes. – Pronto para me aturares 24h por dia aí dentro?

- Sempre. – Sorriu-me.

- Vamos lá conhecer a tua voz mental. – Falei e peguei-lhe na mão.

Como não era a primeira vez que entrava na cabeça dele e lhe dizia algo, ele não foi difícil de encontrar e, claro, o contacto das nossas mãos ajudou a encontrar a mente pouco treinada dele.

Eu: Segue a minha voz para entrares na minha mente.

Ele sorriu-me ao ouvir-me dentro da sua cabeça e fechou os olhos. Demorou um pouco, mas finalmente, ouvi a sua voz na minha cabeça.

Alec: Ouves-me?

Eu ri-me baixinho e levantei a sobrancelha, eu conhecia aquela voz mental de algum lado.

Eu: Sim, anjo.

Tirei a minha mão da dele e concentrei-me em procurar das lembranças daquela voz:

‘’Aguenta por favor, estou a chegar.’’

- Linda? – Chamou-me.

- Foste tu… - Sussurrei.

- Eu o quê? – Ele pegou-me no rosto.

- Eu ouvi uma voz… - Abanei a cabeça, levemente, para repor as ideias no sitio e encarei-o. – Naquele maldito dia em que…tu sabes, eu ouvi-te, na minha mente.

- Enquanto eu corria para lá, queria muito, avisar-te que estava a ir para te salvar.

- Meu anjo… - Sussurrei e lancei os braços em redor do pescoço dele. – Eu amo-te tanto.

Ele agarrou-me a cintura com carinho e beijou-me os lábios.

- Posso saber o que vai na tua mente? – Perguntou.

- Apenas que te amo.

- Também te amo, linda.

Pousei a cabeça no ombro dele e encostei o nariz ao seu pescoço. Peguei-lhe na mão e entrelacei os nossos dedos.

- Tenho mais uma coisa a pedir-te.

- Diz, linda.

- Eu não quero que te passes, ‘Tá bem?

Ele virou o rosto e fintou-me, desconfiado.

- O que é que tens para me pedir?

- Hum… - Levantei a cabeça e quase perdi a coragem. – Eu andei a pesquisar sobre lendas de vampiros, eu encontrei aquelas mesmo antigas, que falam de vampiros semelhantes a mim…

- E? – Insistiu.

- Ah porra, não me interrompas! – Pedi. – Eu li que os vampiros ‘’com sangue’’ partilham sangue com os seus companheiros.

- Tira essa ideia da cabeça! – Ordenou e levantou-se.

Eu cruzei os braços á frente do peito e escondi as mãos que tinham começado a arder-me.

- Porque não? Lá diz que as memórias são vividas pelos dois.

- Eu. Não. Te. Vou. Morder. – Disse com os olhos a arderem de raiva.

- Porque não? – Respirei fundo e acalmei-me. – Tens medo de não parar, é isso?

- Simplesmente, tira essa ideia da cabeça. – Disse-me.

Agarrei o ar e fiz um movimento como se o puxasse para mim, fazendo com que ele voasse até a minha frente.

- Não vou tirar ideia da minha cabeça. – Resmunguei. – Eu vou fazer com que me mordas. – Avisei.

- Nunca. – Rosnou.

Levantei-me e encarei-o, seria.

- Vou sim, nem que seja a ultima coisa que faça.

Ele bufou e cruzou os braços á frente do peito.

- Porquê linda? Explica-me por que queres que faça isso. – Pediu.

- Porque tenho sangue e posso fazer dele algo bom para ambos!

- Que te pode magoar! – Disse um pouco mais alto.

- Eu sei que não vai. – Afirmei.

- Esquece isso. – Pediu.

- Não.

Ele resmungou algo incompreensível e entrou dentro da casa de banho. Bufei irritada e atirei-me para a cama.

 Cobri-me e virei-me de costas para a porta da casa de banho. Pessoa idiota que eu amo mais que tudo, resmunguei mentalmente.

Porque é que aquele idiota não confia no que lhe digo?

Senti as mãos a arder e estiquei-as, deixando as chamas aparecerem e irem bem alto. Senti a cama afundar atrás de mim e uns braços rodearem-me. As chamas aumentaram de altura e depois desapareceram.

Ele afastou o meu cabelo e depositou um beijo no meu pescoço, eu arrepiei-me instantaneamente.

- Linda, não devia ter falado assim contigo… - Começou. – Mas esquece aquela ideia.

- Porquê? – Virei-me para ele, lentamente e encarei os seus olhos.

- Porque posso magoar-te. – Falou e vi dor nos seus olhos.

Ele acariciou-me a face com os dedos, suspirei e fechei os olhos.

- Não confias em mim? – Questionei.

- Claro que confio. – Disse.

- E eu confio em ti. – Afirmei. – Por favor?

- Não. – Negou e eu abri os olhos.

- Tudo bem, mas põe-te quieto que eu quero dormir. – Resmunguei e fechei os olhos.

Ele puxou-me para o peito dele e ficou a acariciar-me os cabelos e não tardou a que eu adormecesse… Não era uma batalha perdida…

 

No fim-de-semana….

 

- Já mencionei que não quero ir? – Perguntei novamente fazendo beicinho.

- Ah não me melgues! – Queixou-se a Alice. – Vais adorar lá estar.

Ignorei –a e passei os braços pelo pescoço do Alec sorrindo.

- Vou estar de olho em ti, ouviste? – Disse com um sorriso nos lábios.

Ele riu-se e abraçou-me a cintura.

- E eu vou estar sempre contigo, linda.

- Eu sei mas não e a mesma coisa. – Resmunguei.

Ele beijou-me os lábios com carinho.

- Aproveita para pensar no meu pedido. – Falou referindo-se ao pedido de casamento, que eu rejeitei, amorosamente.

- Tu sabes o que eu acho sobre isso…. – Ele beijou-me os lábios e deu-me um sorriso torto.

- Vais embarcar. – Informou.

- Vemo-nos daqui a dois dias. – Lamentei e beijei-lhe os lábios.

Depois de nos despedirmos, eu e as raparigas, incluindo as minhas princesas, apanhamos o avião para Paris.

Eu fui a viagem toda a brincar com as minhas meninas e a falar com o Alec, embora, fosse ‘’proibido’’, segundo a Alice é um fim-de-semana só de raparigas.

Depois de aterrarmos fomos para o hotel, apenas para pousar as malas e ir as compras, bom, essa parte eu não me importava.

Não demorou para que estivéssemos todas, sentadas confortavelmente, a ver a Jane em vestidos de noiva e, embora eu e ela não fossemos muito amigas, eu estava feliz por ela e pelo meu irmão.

Alec: Podias ficar contente por nós.

Eu: Não podes estar aqui, não existe uma regra qualquer sobre não puderem ver o vestido da noiva?

Alec: Isso é o noivo. – Ele riu-se.

Eu: É tudo o mesmo noivo, irmão da noiva…

Alec: Eu poderia ser o noivo, se uma certa pessoa dissesse que sim.

Eu: Já te expliquei os meus motivos.

Alec: E eu já te disse que te entendo, mas também sabes que não concordo.

- O que acham? – Perguntou a Jane aparecendo num vestido com renda e comprido.

- Fica-te tão lindo, tia! – Disse a Alex.


- Só está uma coisa mal. – Disse a Alice e saltitou até lá, desprendeu-lhe o cabelo que caiu pelas suas costas. – Muito melhor.

A Jane pareceu um pouco envergonhada.

- Que cabelo tão lindo. – Disse a Nessie. – Porque é que o usas sempre preso?

- Habito. – Respondeu.

Eu sorri.

- Mas cabelo solto fica-te muito bem. – Elogiei.

Ela olhou para mim um pouco atordoada e sorri timidamente.

- Obrigado.

- Acho que tenho de me casar novamente, só para ter as atenções em mim. – Disse a Rosalie e todas rimos.

Eu: Um dia, quem sabe…

- É esse Jane? – Perguntou a Bella.

- Sim, acho que sim. – Disse sorridente.

- Foste fácil! – Disse a Alice sorrindo. – Agora é só arranjar todos os pormenores e temos festa! – Disse entusiasmada.

Nós todas rimos do entusiasmo dela, a Alice e festas. Acabamos por comprar o vestido da Jane e os seus acessórios, como o véu, as pulseiras e os sapatos.

Passamos, literalmente, todo o dia e só voltamos para o hotel porque a Kika e Alex queixaram-se que estavam cansadas.

Depois de estarem deitadas eu beijei-lhes as testas e fiquei no seu quarto ate adormecerem. Uma sombra passou pela janela do quarto delas mesmo quando eu estava a sair, instantaneamente, fui ver o que era. Algo caiu no chão e correu para a floresta, fechei os olhos e transportei-me para lá. Assim que os meus pés, descalços, tocaram na relva fria abri os olhos e corri para a floresta.

Parei de repente quando a figura da minha mãe me apareceu a frente.

- Mãe?

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Comentem! Não vai ser a ultima parte do capitulo! Pois ainda há muito para escrever e ficaria muito grande. Então haverá uma terceira parte =)

1 comentário:

O mais simples dos comentários, dá força á autora para continuar a historia por mais um capitulo e com cada vez mais entusiasmo.
Só demora 1 minuto (e não faz o dedinho cair!) e alegra o nosso lindo e fraco coração = ) Se leu comente!
#Os insultos serão imediatemente eliminados#