18 outubro 2013

The Hunter


Capitulo 5

Tudo girava a minha volta, não sabia o que estava a sentir mas parecia que estava a morrer. Fui sem forças até á nossa sala anti vampiros. Marquei o código, errei umas trezentas vezes mas, finalmente, consegui abrir e levei com verbena em todo o meu corpo.

Todas as partes no meu corpo arderam mais do que o habitual e eu soltei um gemido de dor caindo de joelhos no chão.

- Paige? – Sussurrei baixo, sem força.

A minha visão escureceu e só consegui ver uma figura negra surgir antes de cair na escuridão.

Tinha uma terrível dor de cabeça e os meus olhos pesavam como chumbo, mas obriguei-me a abri-los.

- Menina? Oh menina! – Dizia uma voz.

Levei a mão á minha cabeça como se pudesse afastar toda a dor.

- Mas que… - Sentei-me. – Quanto tempo estive inconsciente?

Ela sorriu levemente.

- Nunca muda. – Abanou a cabeça. – A noite toda, umas 5 ou 6 horas.

- Já devia estar a ir para o trabalho. – Resmunguei levantando-me.

- Hoje não devia ir, não esta recuperada para um possível novo confronto.

- Claro que estou. – Resmunguei e separei a roupa do trabalho. – Além disso não fui só eu que fiquei danificada no confronto.

Ela riu baixo.

- Imagino, a menina não é fácil de enfrentar. Mesmo assim, fique hoje a descansar, até os melhores precisam de uma pausa.

- Não posso, não posso simplesmente faltar hoje ao trabalho, não se quero continuar com o nível da empresa. Preparas-me um pequeno-almoço rápido? Algo que eu possa levar e ir a comer até a empresa.

- Como quiser, menina. – Disse e saiu.

Observei o meu rosto ao espelho, já tinha um aspeto normal embora, a minha cor ainda estivesse um pouco branca demais.

Entrei na casa de banho e tomei um banho rápido, vesti uma saia bege, com uma camisa azul escura, coloquei os saltos e agarrei no casado. Saí do quarto e fui rapidamente para baixo.

- Aqui, menina. – Disse a Paige.

Peguei no saco com o meu pequeno-almoço e saí porta fora. Dirigi-me ao meu carro amarelo e coloquei os óculos de Sol.

Sentei-me no banco de motorista e retirei o ‘’sumo vermelho’’ do saco, precisava de ganhar alguma cor, nem a minha maquilhagem conseguia disfarçar a minha falta de força e, ou muito me enganava ou a minha guerra com o Jasper Hale tinha acabado de começar.

Enquanto conduzia para a empresa, bebia o meu ‘’sumo’’ e preparava-me mentalmente para o que se avizinhava.

Estacionei no lugar do costume e saí, tive o cuidado de esconder bem a arma na minha mala e a minha garrafa no carro.

Caminhei firmemente para a entrada e entrei no elevador, enquanto esperava que chegasse ao meu andar, verifiquei os meus e-mails pelo IPhone. Assim que a porta se abriu caminhei para a minha sala, passando pela receção.

- Quero a minha agenda do dia, Isabella.

- Sim, senhora. – Falou educadamente e começou a fazer o que lhe mandei.

Entrei no meu escritório e pousei a carteira em cima da mesa, senti uma pequena movimentação de ar atrás de mim e virei-me, não estava nada lá, mas atrás de mim sim.

Voltei a girar e encarei os olhos azuis de Jasper Hale, o vampiro que eu tinha fracassado em matar ontem á noite.

Levei a mão a mala imediatamente e ele riu.

- Não precisas, ela já está aqui. – Levantou a mão e mostrou a minha arma. – Não penses em gritar, todos no prédio estão compelidos e não te vão ajudar.

Endireitei as costas e encarei-o com o olhar assassino.

- Ontem, não bastou, vampiro?

Ele girou na cadeira.

- Na verdade, fiquei impressionado. Deixaste-me mesmo um pouco ferido, e eu sou difícil de matar, mesmo para caçadores mais experientes do que uma coisa como tu.

Trinquei a língua com força idiota arrogante!

- Interessante…o teu humor passou de defensivo para irritado, isso pode causar-te a morte.

- Para. Com. Isso. – Mandei.

Ele riu-se.

- Não vim aqui para te matar. – Esclareceu. – Mesmo que tivesse todo o gosto em fazê-lo.

- Mas eu posso matar-te. – Rosnei e atirei-lhe com o lápis a testa com força.

Saltei por cima da mesa e fiquei no meio das pernas dele dando-lhe um soco no queixo com força. Agarrou-me no pulso e torceu-o, puxando-me para ele, fiquei de costas com o pescoço exposto.

- Eu disse que não era para matar! – Rosnou.

- Solta-me! – Gritei.

Ele pegou no lápis que lhe tinha atirado a testa e espetou-mo na perna.

- Quieta. Vamos fazer um acordo, Hibrida.

Eu rosnei e fiz força para soltar o meu braço, o que fez com que ele aumentasse a pressão e começasse a partir o meu osso.

- AH! – Queixei-me.

- Eu disse que quero um acordo! – Voltou a rosnar.

- E eu quero que me soltes! – Gritei.

- Eu sei de pistas sobre quem andas a procura.

Eu parei, pistas, há meses que não tinha pistas.

- Como? – Perguntei, parando de me debater.

- Vês como pudemos chegar a um acordo. – Falou e soltou o meu braço.

O sangue voltou finalmente a passar pelas veias do meu corpo e soltei um suspiro de satisfação e afastei-me dele.

- Estou a ouvir. – Resmunguei.

- Digamos que temos…interesses…em comum com esses vampiros. – Falou.

- Que interesses? – Coloquei o braço na posição correta mas, mesmo assim, doía muito.

- Para já, nada de importante. – Levantou-se. – Partimos amanhã, deves estar pronta a meia-noite.

- Eu não vou a lado nenhum!

- Vais sim, se queres saber quem matou os teus pais. – Eu paralisei, pela primeira vez, sem palavras.

Como é que ele sabia aquilo? Ninguém, a não ser a Paige sabia dessa informação.

- Como…?

- Isso não interessa, vais fazer o que eu digo e ponto final. – Disse. – Amanhã á meia-noite. – E saiu pela janela.
****************************
Desculpem a demora, mas a escola começou e quase não tenho tempo para escrever, então até as ferias (dia 17 de Dezembro) os posts serão menos frequentes, não nos abandonem Okay?

Sem comentários:

Enviar um comentário

O mais simples dos comentários, dá força á autora para continuar a historia por mais um capitulo e com cada vez mais entusiasmo.
Só demora 1 minuto (e não faz o dedinho cair!) e alegra o nosso lindo e fraco coração = ) Se leu comente!
#Os insultos serão imediatemente eliminados#