06 novembro 2013

Hatred become Love


Capitulo 7

 

PDV Original Bella

Era agora, o grande jogo, finalmente, íamos provar que não eramos só um bando de raparigas! Apertei bem as chuteiras e levantei-me, ainda extremamente cansada pelo jogo de basquete anterior, coloquei a fita de capitão a volta do braço.

Como o jogo dos rapazes tinha sido durante o de Basquete teríamos mais gente a ver-nos, sem pressão!
Assim que todas estávamos prontas, saímos para o campo. Cumprimentamos a outra equipa e depois fui cumprimentar os árbitros.

- Cara ou coroa? – Perguntaram a capitã da outra equipa.

- Cara. – Respondeu confiante.

A moeda girou no ar, lentamente, e ao cair na mão do árbitro soou o veredicto.

- É cara, começam vocês. – Falou o Arbitro.

Afastei-me para o início do jogo, confiante, que no final a vitória seria nossa. Mas, no final da primeira parte perdíamos por 2-0.

Entramos para os balneários todas de cabeça baixa, eu sentia-me péssima e culpava-me por não estar a 100% ara a minha equipa. Quem me mandou fazer dois jogos no mesmo dia? Agora íamos perder e a culpa era minha.

- Calma Bells. – Pedia a Alice.

- Calma? – Chutei os cacifos onde guardávamos a roupa. – Eu dei a oportunidade para o primeiro golo!

- Acalma-te Swan! – Mandou a treinadora entrando com a água.

- Mas a culpa é minha! – Disse irritada.

Ela fez pressão no meu ombro para que eu me sentasse, mesmo contrariada, eu fi-lo.

- Não é culpa tua. – Sussurrou a Rose ao meu lado.

- Muito bem, temos 45min. para dar a volta ao resultado. Volturi, estás demasiado cansada e já não corres como deves correr, vou tirar-te na segunda parte. – Começou a treinadora. - Swan! Eu quero que deixes de correr tanto atrás da bola, todas sabemos que ainda não recuperaste do jogo de basquetebol e és a nossa melhora marcadora.

- Mas… - Comecei e a treinadora calou-me com um olhar.

- Cullen e Hale, estão encarregues de arrancar as bolas dos pés dos adversários e passarem-nas para a Swan, entendida.

- Sim! – Responderam.

- Quero ver-vos a ganhar! Se na menor das hipóteses perdermos, eu vou fazer-vos dar 103 voltas ao campo durante uma chuva torrencial!

Levantei-me e vesti o meu casaco para não perder o calor do corpo e encostei-me aos cacifos com os braços cruzados a frente do peito.

- Vamos lá pessoal! – Incentivou a Alice. – Ainda pudemos ganhar!

- Ainda vamos ganhar. – Garantiu a Rose.

Eu sei que elas só queriam animar a equipa mas estavam a mexer com os meus nervos. Estas conversas de treta irritavam-me, e se perdêssemos? Onde é que elas iam por o discurso nesse momento?

 - Pronto, chega, parem com isso! – Mandei e desencostei-me. – Nós não vamos ganhar porque simplesmente, queremos! – Esbravejei. – Vamos ganhar se nos próximos 45 minutos dermos no duro e marcamos a porcaria de 3 golos!

Olhei para elas que me olhavam um pouco assustadas pela expulsão, normalmente, eu era calada e só dava ordens em jogo, ou só me ouviam falar durante os treinos e sobre futebol, mas agora eu ao aguentava. Ou ganhávamos ou mais valia desistir desta porra toda!

- Se virem uma oportunidade tentem, pior do que já estamos não pode acontecer, por isso, não temos nada a perder. – Falei. – Se me virem livres passem, mas também tem cabeça, se acham que conseguem e não é seguro passar-me ou a outra colega continuem e façam o que acham melhor, só não hajam por egoísmo e porque querem ser as heroínas da equipa.

A Alice, a Rose e a Erica foram as primeiras a levantarem-se.

- Vamos a isto! – Disseram e logo todas as outras as acompanharam.

Coloquei o carapuço na cabeça e corremos para a campo para aquecermos novamente.

- Foi bem dito, Swan. – Elogiou a Mister.

Assenti com a cabeça e tirei o casaco, correndo para o campo. Enquanto rematava a baliza senti a minha pele queimar com um olhar.

Instantaneamente, procurei por esse causador na plateia, encontrei o Emm e acenei-lhe antes de começar o jogo.

Eu tentei fazer o que a Mister me tinha mandado fazer, mas eu não conseguia estar quieta á espera que a bola viesse ter comigo!

Eu vi a oportunidade de marcar e aproveitei-a, fiz pontaria e chutei, talvez com um pouco de força a mais porque senti uma dor no pé. Fiz uma careta e mordi o lábio, então senti as minhas colegas em cima de mim. Eu marcara.

- Vamos a isto, ainda não ganhamos porra! – Resmunguei e corremos para o campo.

Forcei-me para não mostrar a dor incómoda no meu pé. O jogo começava a ficar mais renhido e nós ainda precisávamos de 2 pontos para ganhar.

Recebi a bola e corri para a baliza, fintando quem me aparecia a frente e chutei, falhando.

Perto do final da segunda parte eu fiz o passe que nos deu o segundo golo.

- Conseguimos porra! Só falta um! – Gritei para me fazer ouvir.

Nos tivemos 2 minutos de compensação e o jogo estava a correr bem, eu tinha a bola e ia rematar, até que na área algo se atravessou á minha frente.

Caí no chão agarrada a perna direita, uma dor aguda tomara conta de toda essa região e eu sabia que estava lesionada. Não agora!

Não demorou a que eu ouvisse as vozes preocupadas das minhas colegas e o massagista perto de mim.

- Tens de sair Swan. – Disse a treinadora.

- Não! – Falei determinada, mas mais saiu um sussurro.

Soltei a minha perna e a dor pareceu aumentar, fazendo-me soltar um gemido de dor.

- Bells… - A voz da Alice soou longe.

- Não! Eu vou levar-nos a vitória! O spray. – Mandei e sentei-me com dificuldade. – Por favor.

O massagista olhou para a Mister a procura da decisão.

- Mister… - Comecei.

- Faz o que ela diz. – Ordenou.

A minha meia foi descida e a proteção tirada, suspirei de alívio ao sentir o frio do spray na zona com dor.

- Não faças esforços desnecessários, se perdermos este ano, ganhamos para o próximo. – Disse o massagista.

Eu olhei para ele com raiva, se não tivesse um jogo a terminar, dar-lhe-ia um soco neste momento.

- Ajudem-me a levantar, vamos ganhar este jogo! – Estendi a mão para as minhas colegas que logo me puxaram para cima.

O meu pé doeu, dolorosamente, com o peso do meu corpo sobre o meu pé.

- Tens a certeza? – Eu lancei um olhar irritado á Alice, o que a manteve calada.

Ergui-me sobre mim mesma e caminhei para ir marcar o penalti.

- Queres que marque? – Perguntou a Ângela.

- Não. Eu marco.

Estalei os dedos e pedi a Deus que me ajudasse. Saltitei no meu lugar para preparar o pé, tudo parecia ter parado para observar o desfecho deste jogo. Era agora, ou marcava ou íamos jogar mais 15 minutos.

Corri para a bola e fiz pontaria ao canto superior direito, era algo arriscado mas a nossa melhor oportunidade de marcar era esta.

Como se fosse em camara lenta, observei a bola voar para o sítio que queria e a redes saltar para defender. Nesse momento, deixei de respirar, talvez até o meu coração tenha deixado de bater, para bater com toda a força quando a mão da redes, passou a centímetros da bola e ela entrou.

- Ganhamos? – Disse meio atordoada quando todas me rodearam.

De repente eu estava no ar a ser levantada com ‘’parabéns’’ para o ar, pelas minhas colegas. Os estudantes estavam agora no campo e eu vi o Emm abraçar a Rose e sorrir-me com as covinhas do seu rosto bem evidente, eles também tinha ganho.

O Jasper também parecia contente ao lado da Alice e o resto não vale apena falar…

Suspirei quando fui pousada num chão e agradeci todos os parabéns, a vitoria não foi só minha.

 Manquei até a capitã da outra equipa e estendi a mão.

- Bom jogo. – Falei.

Ela olhou-me de cima a baixo.

- Desculpa lá o pé. – Desculpou-se agarrando a minha mão e apertando levemente.

- Acontece. – Sorri e fui receber a taça com a equipa.

Como capitã fiquei no centro, um pouco, com a ajuda das minhas colegas, ergui a taça no ar sem fazer nenhuma careta de dor.

- Conseguimos. – Afirmei.

Podíamos agora andar com orgulho pelos corredores da escola, quem eram as idiotas do futebol agora?

Depois da fotografia fui puxada para fora do pódio pelo Emmett que me rodou no ar.

- Parabéns Bellinha. – Disse.

- Obrigado. Parabéns Gigantone.

Ele beijou-me a bochecha e pousou-me no chão.

- Como está o teu pé?

- A precisar de um pouco de atenção médica, daqui a umas horas. – Sorri.

Ele riu e abanou a cabeça.

- Só t… - Ele levantou a sobrancelha e pegou no telemóvel. – Os pais?

- Atende, se calhar querem saber como correram os jogos.

Ele atendeu a chamada e tapou o outro ouvido para ouvir melhor. Não conseguia perceber o que ele estava a ouvir mas o seu semblante, passou de sorridente e alegre para preocupado e triste.

- Nós já vamos. – Falou.

- O que aconteceu? – Perguntou.

- Os pais tiveram um acidente de carro, estão no hospital…em mau estado. – Sussurrou.
 

Sem comentários:

Enviar um comentário

O mais simples dos comentários, dá força á autora para continuar a historia por mais um capitulo e com cada vez mais entusiasmo.
Só demora 1 minuto (e não faz o dedinho cair!) e alegra o nosso lindo e fraco coração = ) Se leu comente!
#Os insultos serão imediatemente eliminados#