10 novembro 2013

Revenge


Memories- Prólogo


Tudo acontece tão rápido que, no meio da confusão, só consigo perceber:
- Sophie! Foge!
Viro-me de repente e tudo o que vejo são aqueles olhos, tão vermelhos como todo o sangue derramado no chão, a vir na minha direção, prontos para me matar.
Um arrepio subiu pela minha espinha e eu senti-me muito pequena e assustada. Estava paralisada, sabia que ia morrer e não podia lutar. Nem o meu dom me valia.
Algo saltou por cima de mim em direção à rapariga de olhos de sangue, salvando-me de uma morte certa. Fui puxada para o ar por alguma coisa e, enquanto era levada para fora, vi o meu pai, em lobo, contorcer-se de agonia no chão e um olho dele a rolar pelo chão enquanto lhe partiam os ossos, e tudo começou a desaparecer.
Estava escuro e tinha medo. Eles não podiam ter morrido, não podiam.
- Sophie! Sophie! Acorda           
Tinha tido outro pesadelo e sentia a garganta áspera, provavelmente tinha estado a gritar. Mas, este não era um pesadelo, este era real, ou, pelo menos foi em tempos, foi assim que eles morreram, a minha família. Pouco me lembro do que aconteceu naquela noite. Só sei que eles vieram e que os mataram a todos, tudo por minha causa, porque nasci assim…
Lembro-me bem daqueles olhos e da morte do meu pai.
Olhei para a figura morena á minha frente, Sam Uley, fora o lobo a salvar-me, infelizmente, pois preferia estar morta a ter como única recordação da minha família, os pequenos flashes daquela noite.
- Estas bem? - Perguntou, olhando-me atentamente.
-Define bem...
- Como estás?
-Normal... -disse eu. Pelo menos não mentia... O meu normal era bastante mau.
- Define normal. - Disse com um leve sorriso nos lábios.
-Normal... Onde é que está o Tyler?
-O meu filho? Foi fazer a patrulha ao bosque...
- Tenho de sair. - Falei levantando-me.
- Tem cuidado, ok?
- Nao tenho sempre? - Caminhei para a  casa de banho.
Tomei um longo banho na esperança que todos os pesadelos destes últimos tempos fossem juntos com a água. Vesti-me como me visto sempre: qualquer roupa preta e o casaco de cabedal que o meu pai usava sempre. Nunca me pinto ou perco muito tempo a arranjar-me... Porque é que me haveria de pintar? Para encontrar o verdadeiro amor?! Nao existe nada como isso... O amor torna-nos fracos... Por isso nunca amarei...
Prendi o cabelo e calcei-me logo de seguida, se esperasse muito tempo, apareceria alguém e eu não queria falar com ninguém.
Já estava a sair de casa quando voltei para trás. Já me esquecia do colar. Era o colar que a minha mãe usava e foi a mãe dela que lho dera. A minha avó, Bella. Que em tempos tambem foi humana. Nunca descobri porquê mas a minha "mãe da alcateia" diz que é especial e que quando chegar a altura precisarei dele. Mas não o uso por isso... Uso porque era da minha mãe e essa é a única coisa física que me resta da minha mãe...
Coloquei o colar e corri para a floresta sem pressa de voltar.
A chuva miudinha caía-me na cara enquanto caminha por entre as árvores e o cheiro de morte predominava o ar.
Morte?
Parei brutamente, farejei o ar e corri naquela direção.
O que farejei? Farejei sangue... Mas não de humano.... Era sangue de lobo... E eu sabia de quem.
Era dele, só podia ser dele... Corri o máximo que as minhas pernas me permitiam...
Ele estava perto. Tão perto que quase o conseguia sentir.
 Estava perto. Tinha a certeza...

E foi então que o vi...





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O mais simples dos comentários, dá força á autora para continuar a historia por mais um capitulo e com cada vez mais entusiasmo.
Só demora 1 minuto (e não faz o dedinho cair!) e alegra o nosso lindo e fraco coração = ) Se leu comente!
#Os insultos serão imediatemente eliminados#