21 dezembro 2013

Revenge


1ºCapítulo- Beneath the danger


Um vulto preto estrangulava o Tyler, e se preparava para lhe morder o pescoço, pelo cheiro sabia que era  vampiro.
Sem pensar duas vezes,  salto para cima dele atirando o vampiro ao chão! Imobilizo-o com a mãos no seu pescoço, pronta para o partir a qualquer momento.  O que é que estaria ele ali a fazer? Porque o tentava matar? Eram tudo perguntas que eu lhe queria fazer. Mas não fiz. Alguma coisa me impediu. Talvez o facto de o ter olhado nos olhos. Aqueles olhos... Eu conhecia-os... Eram iguais aos... Aos daquela noite...Da noite em que eu quase morri e onde morreram todos os que eu amava. Eram os mesmos olhos vermelhos...
Fico imobilizada e sinto-me como se não tivesse controlo de mim mesma. As lágrimas escorrem-me pela cara e lentamente levanto-me e começo a afastar-me dele. Sem pronunciar uma única palavra fico a olhar para ele enquanto ele se arrasta pelo chão, a fugir de mim com medo?
Pisquei os olhos para afastar as lágrimas e ele desapareceu. Levantei-me ainda atordoada mas mais preocupada com ele, que estava estendido no chão com um braço num sentido estranho.
- Ty!
Corri para ele e pus-lhe o braço direito.
- Acorda! - Baixei-me para ver se respirava. - Não podes morrer, acorda!
Aproximei-me dele para ver se respirava.
Nada.
Estava cada vez mais perto. Tão perto que os nossos lábios quase que se tocavam e ia jurar que eram tão frios como provavelmente todo o seu corpo se ele estivesse mesmo morto.
Cada vez chorava mais. Não o podia perder. Não a ele também.
As minhas lágrimas molhavam-lhe o rosto.  Só conseguia ouvir o barulho de um coração a bater. O meu... E nada mais.
Os meus lábios estavam prestes a tocar  nos dele.
-Não! Por favor! Eu...
-Tu o quê, boneca?
Eu pus-me em pé imediatamente.
- Não me chames isso idiota! - Resmunguei. - Pensei que estavas morto!
-Mas não estou!- disse ele levantando-se. - Mas se quiseres podes continuar com o que estava-mos a fazer. - Disse aproximando-se de mim.
Estendi a mão e dei-lhe um estalo, talvez com mais força do que deveria, fazendo ecoar o som do choque pela floresta.
- Cala-te!
- Porquê? Não partilhamos sangue, lembras-te?- Disse ele, piscando-me o olho.
É preciso ter lata!
- Podes ter a certeza que se não fosses filho do homem que me criou, eu arrancava-te a língua, seu rafeiro! - Rosnei e comecei a andar devolta para casa.
Andava rápido, não queria pensar naquilo que acabou de se passar. Não queria pensar no pânico que senti ao pensar que não voltaria a ver aqueles olhos pretos, nem no vampiro de olhos vermelhos, que eu podia-o ter morto!
-Espera, boneca! Ficaste chateada?
- Ficaria chateada pelo quê, idiota? - Perguntei parando de andar e virando-me para ele.
-Por eu ter interrompido o momento que estavamos a ter? Aquele em que tu me ias beijar?!-disse ele com uma gargalhada
- Não te beijava nem que fosse o último ser vivo da terra! Estava a ver se respiravas!
-Tens uma maneira fantástica de fazer isso. Vou ver se me lembro de deixar de respirar mais vezes.
Eu bufei irritada e avancei sobre ele espetando o dedo no seu peito.
- Seu idiota! Eu salvei-te a vida e é assim que me agradeces?!
-Se quiseres agradeço com um beijinho!-disse ele aproximando-se de mim como se me fosse beijar.
Eu bati-lhe com o punho fechado no rosto.
- Se te quisesse beijar já o teria feito!
Ele devia estar naqueles dias em que fica um parvo insuportavel. Parece uma crianca e ninguém consegue falar com ele a sério... Mas o que e que posso fazer com ele?! Matá-lo não, que é crime. Interná-lo, seria muito cruel para os médicos... a unica coisa que posso fazer e dar lhe dois pares de estalos e esperar que ele atine....
- Ias fazê-lo não é boneca?
-Não!!! Deixa-me em paz!
-Ok,ok! Tem calma, boneca. Sempre que me quiseres beijar e só dizer!
- Ai que raiva puto! Nem homem és, cresce!
-Pronto. Só estava a tentar que não te sentisses tão triste... Só estou feliz por aquele tipo não me ter matado e eu poder estar aqui junto de ti!
A raiva voltou a mim com mais força, deixara a oportunidade perfeita para a minha vingaça, simplesmente escapar.
-Por falar disso. Que e feito o tipo? E que só acordei quando tinha alguém em cima de mim e a chorar... e porque estavas a chorar?
- Talvez porque achei que tinhas morrido! E eu sei lá o que lhe aconteceu! Só sei que perdi o controlo, e acho que lhe fiz algo à mente porque ele tinha cara de dor.
-Mas ele fugiu? Deixaste-o escapar?! Porquê?
- Desculpa se estava mais preocupada contigo. - Omiti o pequeno detalhe do ataque que tive.
- Eu conheco-te e sei que não foi isso...Tu nunca o deixavas escapar... não assim... mas se não queres falar a escolha e tua... e ele não te atacou?
Realmente ele tinha razão... ele não me atacou... mas porquê?
- Eu ataquei-o mentalmente. - Disse por fim. - Ele fugiu sem tentar mais nada.
- Estranho...
- Um pouco, mas os meus ataques mentais não são fáceis de lidar. - Falei à procura de arranjar uma justificação.
-Mesmo assim. O tipo não tinha razão para me atacar e atacou na mesma. Eu também o ataquei a ele e ele não fugiu.
- É um vampiro, és um lobo precisas de mais justificações?
Este tipo tinha razão... alguma coisa estranha se passava... e aqueles olhos... eram os olhos do sonho.... mas num rapaz... sempre julguei que a pessoa dos sonhos fosse uma rapariga... E foi ai que senti... o inconfundivel cheiro... a sangue.. mas desta vez mil vezes intensificado...
-Não te cheira a...
-Sangue- disse eu.
Mesmo antes de completar a frase, já corria em direção ao cheiro com toda a minha velocidade.
À medida que me aproximava do cheiro mais tinha a certeza do que era e de onde vinha. Por uma fração de segundos olhei para trás e reparei que tinha o Tyler a correr mesmo atrás de mim.
O meu coração parou ao chegar às casas dos Quileutes, era dali, eu sentia-o no meu sangue. "Voei" para a casa do Sam encontrando o cenário mais pavoroso que poderia pensar.
Uma vez lá dentro parei. Precisava de tempo para assimilar o que estava mesmo ali a minha frente.
Sangue espalhado pelo local, criava um cenário arrepiante, estava tudo desarrumado como se tivesse havido uma luta.
Algo começa a gotejar-me na testa. Como se fossem pequenas gotas de chuva. Mas estavamos no interior.... inconscientemente levo a mão a cara para limpar essas pequenas gotas.
-Sophie...
Era o tyler.
-Isso é... sangue-gaguejou ele.
Virei-me para ele sem coragem de olhar para o teto e ver de quem era o sangue. O grande rapaz à minha frente tremia com um desespero contido.
 - Ty... - Sussurrei.
Conseguia imaginar o que ele estava a sentir naquele momento. Qualquer um daqueles corpos podia ser dos seus pais... qualquer um daqueles corpos desfigurados.... Mas havia mais alguma coisa. Ou alguém. O sangue que caía de cima diretamente na minha testa tinha de pertencer a alguém...
 Eu abracei-o enquanto ele começava a soluçar baixo.
-Olha para mim, Tyler. Olha-me os olhos! Vai tudo ficar bem!
- Eles... - Gaguejou.
-Tu não sabes se são eles que aqui estão... podem ter fugido.
- A mãe...é humana.
-Mas pode ter conseguido fugir... vamos procurá-la.- Eis uma frase que nunca deveria ter dito... nem que nao fosse apenas pela incerteza de não saber o que iria encontrar ou o quanto o iria magoar se encontrassemos, de facto, alguma coisa...
Subimos as escadas . Eu ia a frente, a passo lento, não fosse lá estar alguém a espera de nos matar a nós também, com o Tyler mesmo atrás de mim.
A casa estava silenciosa e a única coisa que se ouvia para além do eco dos nossos passos nas escadas eram as gotas de sangue a cair no chão.
O coração dele batia alto nos meus ouvidos quando chegamos ao andar de cima. O cheiro era mais forte de um dos quartos, caminhei para lá com medo.
Assim que entrei parei. Não me conseguia mexer. O cenário do quarto era ainda mais aterrador do que o do andar de baixo. Um corpo, ou cadáver, pendia num ângulo estranho com os membros completamente deformados. O seu rosto estava completamente queimado, o que impedia identificar a pessoa. quem quer que fosse, fora submetido a tortura.
Empurrei o Tyler para fora.
- Não entres! Eu vou ver o que se passa.
-Não! Eu tenho tanto o direito de ver como tu! Aliás, tu já tiveste de passar por ver os teus pais morrer uma vez, não posso deixar que tenhas de enfrentar sozinha o que quer que esteja lá dentro.
Eu respirei fundo e procurei a essência da mente.
- Vai lá para fora e espera por mim em segurança. - Mandei fazendo-o ceder a minha vontade.
- Sim, Soph.
Voltei a entrar no quarto e olhei à volta. As paredes, em tempos brancas, estavam completamente cobertas de sangue, como se a pessoa que tivesse morrido ali tivesse sangrado por todos os poros do seu corpo.
Avancei rapidamente para o corpo, deixando para trás a menina com sentimentos. Aproximei-me rapidamente do corpo e procurei qualquer tipo de sinais de vida. Mas não havia, estava tudo morto. Reconheci que era um Quileute por causa da tatuagem no braço direito. E estando no quarto do Sam e da Emily, provavelmente era o Sam. O que é que eu haveria de dizer ao Tyler?
Respirei fundo e agarrei num esqueiro que estava na minhas calças, que segundo o falecido, deviamos andar sempre preparados, acendi-o e queimei o corpo.
- Desculpa Sam. Obrigada por me teres salvo da morte certa e por teres cuidado de mim como se fosse tua filha. Prometo que cuidarei do Tyler. Vou sentir a tua falta. Nunca te esquecerei.
Virei costas e corri para baixo, abandonando, novamente, tudo o que já me foi familiar. Não podia chorar. Tinha de pensar no Ty.
Ele estava nas sombras das árvores ocultado, como eu lhe mandara. Agarrei-lhe no braço.
- Acorda. - Mandei friamente.
-Porque é que eu estou aqui? O que aconteceu? A última coisa de que me lembro é de estar lá em cima, à entrada do quarto dos meus pais, contigo a tentares que eu não visse o que estava lá dentro. Quem era?-Enquanto ele falava, eu conseguia sentir o pânico na sua voz, apesar de conseguir perceber que ele ainda estava em negação.
- Ninguém. - Respondi. - Vamos embora.
-Para onde? E de onde vinha o sangue?
Respirei fundo e olhei para ele o mais inexpressivamente possivel e disse devagar.
- Eu disse vamos embora. Não para me fazeres questões.
-Eu não vou a lado nenhum até me dizeres onde vamos.
Rosnei baixo.
- Não me obrigues a obrigar-te a mexer.
-Ok, pronto. Mas podes pelo menos dizer para onde vamos?
- Minha casa.
-Aquela em que...
- Essa mesmo.
-E o que vamos lá fazer?
- Vais ficar lá a descansar.
-Olha, sophie. Eu não sei o que tu queres fazer, mas eu não vou conseguir descançar enquanto quem ou o quê que tenha feito isto aos meus amigos e famílas não esteja morto e eu não tenha recuperado os meus pais.
O coração doeu-me e eu respirei fundo.
- Faz o que te digo, Tyler.
Estava triste mas preparada para enfrentar o que se metesse a nossa frente, nada o magoaria, pelo menos fisicamente, comigo aqui.
- Tyler, olha..
Ele ergueu os grandes olhos pretos de menino assustado para mim.
-Vai tudo ficar bem, tu só precisas de um tempo para te acalmares e pensares no que se passou hoje. Amanhã quando estivermos mais calmos e de cabeça fria, podemos discutir o que fazer em relação ao que se passou.-Disse, carinhosamente, aproximando-me dele.
- Mas...
- Shh... – Disse.
Admito que lhe forcei um pouco a vontade, mas ele cedeu.
- Transforma-te para sermos mais rápidos.
Por alguma razão desconhecida, ele parecia desapontado. Parecia que estava a espera que eu fizesse alguma coisa. Mesmo assim, ele transformou-se e seguimos a correr em direção à casa dos cullen, a minha casa.
Só lá fora uma vez, e as sensações que a casa me proporcionara não me agradaram, era muita dor... Mas neste momento, era a minha única opção.
Conseguia ouvir o som dos pássaros e sentir o vento a bater-me na cara enquanto corria. Apesar de tudo o que acontecera naquela casa, aquela zona transmitia-me uma sensação de estar em casa mesmo com toda aquela dor. Dor que só voltei a sentir quando avistei a casa. E só aí tudo o que sentia de bom desaparecera.
Respirei fundo para me preparar para tudo o que estava lá dentro.
Entrei devagar, não olhando para trás, onde o Ty tinha voltado à sua forma humana, sem roupa. 
Um cheiro familiar, misturado com pó, chegou a mim sem aviso prévio.
- Estás bem Soph? - Perguntou o Ty entrando.
-Diz-me que já estás vestido!- Disse eu de olhos fechados.
-Já...-Respondeu ele, rindo-se.
-Ok...-Suspirei. -Sim, claro que estou...
- Não pareces.
-Porque dizes isso?
- Acabaste de deformar a porta.
-Ah, isso... Foi sem querer, acho eu...
Comecei a andar rapidamente em direção à cozinha antes que deformasse mais alguma coisa.
-Como deves imaginar, não há comida... Por isso tu ficas aqui a tomar banho, que juro-te que precisas, e enquanto isso eu vou caçar, ok?-Disse muito rapidamente.
- Ah...está bem?
-Ok, xau. Tu já és crescido por isso vou acreditar que consegues ficar aqui sozinho, por isso fica à vontade que eu já volto.- Falei, saindo a correr. Já estava a chegar à porta. -Ah, já me ia esquecendo, tenta não morrer entretanto.
-Ok Soph... mas onde é a casa de banho?
- Procura-a. - Saí de casa a correr e só parei já na floresta.
Despi-me rapidamente e transformei-me. Um fogo familiar passou pelos meus músculos, enquanto os meus ossos alargavam e a minha pele era coberta por uma grossa camada de pelo castanho. Esta era a forma em que eu me sentia melhor, como lobo, tal como o meu pai.
Procurei a mente de algum dos membros da matilha. Não senti ninguem, então dirigi-me para casa dos Quileutes.
Voltei a destransformar-me e vesti-me rapidamente.
 Entrei, pela ultima vez naquela casa que me acolheu durante tantos anos. Passei a mão pelo que restava da mesa de entrada. Costumavam estar naquele sítio fotos minhas e do Ty, quando eramos mais pequenos, e algumas fotos de "família". Agora estava vazia. Olho para o chão e lá estava uma fotografia. A moldura era castanha, de um castanho avelã, e o seu vidro encontrava-se partido. Mesmo assim podia ver-se a fotografia. Era relativamente velha e tinha sido tirada no dia em que eu nasci. . Eu estava nos braços da minha mãe e o meu pai agarrava-lhe na cintura. Ao lado da minha mãe estavam os Cullen, a Alice e o Jasper agarrados, a Rosalie ao colo do Emmett, os meus avós Bella e Edward que naquele momento se estavam a beijar e ao lado deles os meus bisavós, Carlisle e Esme. Do lado do meu pai estavam os Quileutes onde se destacam o Sam e a Emily, que carrega nos braços um bebé, o Ty. Como todos aqui parecem felizes. Que pena que isto tenha acabado tão depressa... E tudo por minha causa.
Abaixei-me para a pegar.

- Eu vou vingar-vos, prometo.

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Olá a todos!! 
Eu sou a SophiaHart e sou nova no blog. Esta é a primeira fic que escrevo e gostava mesmo de saber a vossa opinião. Estou a escrever a fic com a TniaSvcd e vamos tentar publicar os próximos capítulos da fic o mais depressa possível.
Como será que ela se vai vingar? Haverá alguma pista dos assassinos na casa? Porque é que aparece a casa a arder na imagem inicial? Deixem nos comentários a vossa opinião e o que acham que vai acontecer.  
Bjs :*  Espero que gostem ;)

2 comentários:

  1. Oi!!! O primeiro de muitos capitulos está muitooooo bom!! Intrigante,interessante,e Perfeito!! Com um toque das duas autoras... Continuem porque eu estou a começar a gostar MUITOO do Tyler!!! Kisses Zi

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  2. Oi, Izabel!!! Obrigada por comentares e nos dares a tua opinião! Nem imaginas o que significa para mim ;) Muitos capítulo ainda estão para vir e espero que continues a seguir a fic e o blog :)
    Kisses e Feliz Natal, para ti e para todos os leitores :* :)
    By SophiaHart & TniaSvcd

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O mais simples dos comentários, dá força á autora para continuar a historia por mais um capitulo e com cada vez mais entusiasmo.
Só demora 1 minuto (e não faz o dedinho cair!) e alegra o nosso lindo e fraco coração = ) Se leu comente!
#Os insultos serão imediatemente eliminados#