16 maio 2014

Hatred become Love

Capitulo 10

PDV Original Bella
Esperei que ele se levantasse e fosse embora, apercebendo-se do seu erro em estar aqui comigo. Me voltasse a chamar de Swan e não de Bells…por algum motivo não gostei daqueles pensamentos.
- Isso interessa? – Perguntou fintando-me com aqueles olhos verdes penetrantes.
- Um pouco…
- Vamos deixar o passado no passado. – Pediu.
- Edward… - Comecei mas ele pousou a mão em cima dos meus lábios.
- Shh…falamos depois, descansa agora um pouco, está bem?
Ele voltou a colocar-me a meia elástica e levantou-se, aproximando-se mais de mim, com o rosto bem próximo do meu sussurrou:
- Queres que fique?
Assenti resignada que ele não me diria nada até eu ter descansado, a verdade era que talvez precisasse mesmo mas a ideia de deixar de o ver, não me agradava, muito menos a possibilidade de quando abrisse os olhos ele cá não estivesse…
- Por favor…
Ele sorriu torto e beijou-me a testa com carinho.
- Estou lá em baixo, então. – Disse levantando-se mas eu segurei-lhe na mão com força.
- Edward…podes…ahn ficar aqui comigo? – Perguntei sem jeito.
- Claro Bells.
Eu puxei o meu corpo mais para o lado direito da cama, deixando espaço na cama para que ele viesse para o me lado, o que ele não demorou a fazer, deitando-se ao meu lado, perto de mim.
O cheiro dele acalmou-me o coração e o calor dele reconfortou-me, mesmo que ele ainda estivesse muito distante de mim.
- Descansa agora. – Pediu, afagando-me o rosto
Eu queria ter fugido a mão dele, não o devia ter deixado tocar-me mas era tarde demais, o meu coração já estava a mil. Como é que eu devia fechar os olhos agora?
- Não consigo. – Admiti.
- Porque não? – Questionou com uma voz doce.
Talvez porque me tocaste! Talvez porque por mais que eu não admita sempre mexeste comigo e por algum motivo agora ainda me deixas mais confusa.
- Por causa de…tudo. – Disse olhando para longe.
Então ele fez o impensável, puxou-me para si, aconchegando-me no seu peito quente entre a proteção dos seus braços, rodeada do cheiro calmo dele.
- Shh… Eu estou aqui, não tens de ter medo de nada. Fecha apenas os olhos e esquece tudo.
O meu ritmo cardíaco estava tão acelerado que achei que ele conseguisse ouvir, os meus sentimentos misturaram-se, devia de afastar-me mas não queria, queria pôr os braços á volta daquele corpo quentinho e aconchegar-me nele como se não existisse mais nada no mundo.
Ele começou a cantar baixinho, uma canção de embalar demasiado familiar para que eu não me interrogasse se já não a ouvira.
Pousei a cabeça no peito dele e fechei os olhos, dei a mim mesma a desculpa de que estava demasiado sonolenta para saber o que fazia. Com aquela voz muito próxima do meu ouvido e o seu cheiro a entrar-me no sistema, encontrei a paz. Paz essa que me levou para o mundo dos sonhos.
Pela primeira vez em muito tempo, não tive quaisquer pesadelos. Apenas o prazer do meu corpo cansado a reabastecer-se de energia.
- Mas que raio? – Ao longe soou uma voz muito aguda, afeminada.
- Shiu…Não vez que ela está a dormir? – Disse uma voz rouca, imediatamente a atribui a um homem.
- Que estás aqui a fazer?! A pedir que o Emmett te dê uma tareia? – Sussurrou mais baixo.
- Não! – Resmungou. – Ela precisava de mim, eu fiquei.
- Precisava que tu estivesses abraçado a ela, enquanto dorme? – Inquiriu.
O meu corpo moveu-se sem a minha ordem, mas não fui afastado daquela fonte de calor, fofa e macia.
- Só estou a tentar ser útil.
- E deves estar a ser muito. – Disse a rapariga com uma voz sarcástica.
- Ela está a descansar não está?
Algo ao meu lado ficou tenso como que pronto para atacar. Deixou de ser tão fofa com á pouco. No entanto, não queria afastar.
- Como é que ela está?
- A tentar superar, o dia de hoje foi difícil.
- Eu sei…
Depois não ouvi mais nada, mergulhamos num silêncio calmo. Abracei com força a minha almofada e tentei voltar a dormir.
Estava tudo completamente escuro e tranquilo quando despertei com uma voz masculina e chateada a gritar:
- Mas que raio!?
Saltei da cama e caí no chão, batendo com o pé com força contra a cama.
- Au! Porra! – A dor era tanta que os meus olhos se encheram de lágrimas.
- Bella, estás bem? – A voz do Edward chegou depois dos seus braços, que pegaram em mim e me pousaram na cama.
- Estou! – Afastei-o de mim e olhei para o Emmett. – Que estás aqui a fazer? Já não se bate?
- Eu bati, ninguém me respondeu. O que é que ele faz aqui?
Olhei para o Edward meio baralhada. Não me lembrava bem do que tinha acontecido. Estive no funeral a ver os meus pais… Lágrimas deslizaram-me pela face quando a dor no coração voltou.
- Saiam. – Mandei e quando eles não se mexeram, gritei. – Saiam! Deixem-me sozinha! Saiam!
- Bells…
- Agora!
Agarrei numa das almofadas e atirei-lhes, empurrando o Edward com a mão livre. Não queria chorar a frente deles, estava cansada de ser fraca á frente de toda a gente.
Eles saíram, mesmo que não quisessem e eu encolhi-me na cama com os dedos enfiados no cabelo. A perna que não estava magoada, estava dobrada com o meu rosto enfiado no joelho.
Solucei. A dor era tão grande, consumia-me lentamente. Era como veneno nas minhas veias, engolindo-me e enviando-me para o esquecimento.
Mais tarde acordei com batidas á porta e a cabeça a andar às voltas, tinha adormecido?
- Não me apetece ver ninguém. – Murmurei, passando os dedos por baixo dos olhos.
- Agora que eu convenci o teu irmão que não te ia magoar, não posso ver a menina?
- Edward…. – Suspirei. – Não sou boa companhia neste momento e preciso mesmo de estar sozinha.
Ele enfiou a cabeça pela porta ignorando os meus pedidos e brindou-me com um sorriso torto.
- Não pretendo sair daqui até que aceites que eu entre.
Atirei-lhe com a almofada chateada mas sem conseguir evitar um sorriso. Ele parecia um tolo com aquele sorriso parvo nos lábios.
 - Cullen…
- Não venhas com isso. Vais levantar o traseiro da cama e sair de casa. Estás ainda mais pálida do que o costume.
- É…que desgraça! – Ironizei. – Não sei o que tenho na cabeça! Devia ir já bronzear-me.
Ele revirou os olhos e entrou dentro do quarto.
- Mas a menina já recuperou a gracinha? – Botei a língua de fora como uma criança de 5 anos faria. – Toma um banho e veste-te, vamos jantar fora.
- Ai não, não vamos. Eu não vou sair Edward. – Cruzei os braços á frente do peito, firme na minha decisão.
- Vais sim, comigo. A bem ou a mal.
- Não!
- A mal que seja. – Aproximou-se da cama e fez menção de me ir pegar ao colo, afastei-me pegando nas muletas.
- Não podes fazer-me isso, estou aleijada!
- Eu levo-te ao colo, poupas energia. – Sorriu-me. – Ainda queres ir a mal?
- Estou a falar a sério, Edward, não tenho vontade nenhuma de sair, não me obrigues.
- Faz isto por mim e eu respondo-te á pergunta de á bocado. – Prometeu, fintando-me com o olhar verde intenso.

- Está bem, vamos.

Sem comentários:

Enviar um comentário

O mais simples dos comentários, dá força á autora para continuar a historia por mais um capitulo e com cada vez mais entusiasmo.
Só demora 1 minuto (e não faz o dedinho cair!) e alegra o nosso lindo e fraco coração = ) Se leu comente!
#Os insultos serão imediatemente eliminados#